Vereadora Amélia Naomi tem contas de campanha rejeitadas pela Justiça
Decisão pode beneficiar adversários; Vitória Xavier vai pedir a impugnação da campanha


A vereadora reeleita Amélia Naomi teve suas contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral
Divulgação/CMSJC
A vereadora Amélia Naomi (PT) teve as contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral. A decisão foi publicada no site do tribunal nesta segunda-feira (12).
Amélia declarou não ter montado um comitê a fim de reduzir os custos da campanha, utilizando a própria casa para armazenar todo o material impresso. Para a Justiça, no entanto, ela não apresentou nenhum documento que comprovasse o uso da residência e nem esclareceu como a equipe de campanha, formada por 22 pessoas, atuavam no local.
Ainda de acordo com a Justiça, Amélia teria omitido parte das despesas de campanha. Ela declarou ter usado R$ 21.993,20 para a confecção do material impresso e outros R$ 15.471,00 com militância. Nenhum valor foi apontado para despesas como energia, água ou telefone.
O advogado da candidata, Reinaldo Sérgio Pereira, afirmou que o entendimento da Justiça sobre o caso foi “equivocado”, e que na legislação eleitoral não há a obrigatoriedade de existência de um comitê de campanha. “A casa não funcionava como um comitê, não recebeu nenhum candidato ou eleitor. Ela apenas guardava o material de campanha e já disponibilizava para as equipes de trabalho”.
A defesa de Amélia deve apresentar recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nos próximos dias.
Dança das Cadeiras?

A candidata Victória Xavier
Divulgação
A candidata Victória Xavier (PV) pretende entrar com uma ação para cassar o registro de candidatura e anular a votação de Amélia. “Ela [Amélia] apresentou a justificativa de que não teve comitê porque foi tudo feito na casa dela, mas outras denúncias indicam que o gabinete dela na Câmara foi usado como comitê eleitoral”, afirmou por telefone.
Com 3.183 votos, Victória estava na lista inicial de candidatos eleitos, mas perdeu a cadeira para a vereadora Juliana Fraga (PT) após a candidata Aninha da Comunidade (PT) ter os seus votos validados, o que mexeu com o quociente eleitoral. Uma eventual impugnação da campanha de Amélia alteraria o quociente outra vez, devolvendo a cadeira para o PV.
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