Vereadores de Cachoeira Paulista terão salários reduzidos em cerca de 70% a partir de 2021
O subsídio dos parlamentares, que atualmente é de R$ 4.409,30, será reduzido a R$ 1.310. A informação consta em um Projeto de Resolução, que foi aprovado durante sessão no dia 28 de janeiro.


Projeto foi votado em janeiro e recebeu oito votos favoráveis e cinco contrários
Divulgação/Câmara Cachoeira Paulista
Os vereadores de Cachoeira Paulista vão passar a receber pouco mais de um salário mínimo a partir da próxima legislatura. O subsídio dos parlamentares, que atualmente é de R$ 4.409,30, será reduzido a R$ 1.310, uma redução de cerca de 70%. A informação consta em um Projeto de Resolução, que foi aprovado durante sessão no dia 28 de janeiro.
O texto, que dispõe sobre o subsídio dos vereadores para a legislatura de 2021 a 2024, recebeu oito votos favoráveis e cinco contrários. De autoria do vereador Nenê do São João (PSB), o projeto também foi assinado por outros quatro parlamentares.
A proposta surgiu após um morador da cidade colher assinaturas que seriam encaminhadas à Câmara, com um pedido de redução em 20% do salário dos embros da Casa. Nenê do São João, teria acatado à causa e proposto diminuir o subsídio em um salário mínimo. Segundo o vereador, a Câmara Municipal precisava dessa economia, de quase R$ 3 milhões pelos próximos quatro anos.
Já para o vereador Dimas Barbosa (PTB), que também assinou a proposta, a população precisa ser representada.
“Nós entendemos que a condição do vereador é de um cargo e não profissão. Fizemos uma enquete nas redes sociais sobre o assunto e 70% da população aprovou a redução dos salários. A população precisa ser representada”, afirmou Barbosa.
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A Câmara Municipal de Cachoeira Paulista conta com 13 vereadores. De acordo com a referida resolução, a remuneração envolve todos os trabalhos dos parlamentares, inclusive participação da Mesa Diretora, com exceção do cargo de presidente.
O presidente da Casa de Leis, que atuamente recebe salário de R$ 5.900, passará a ter vencimentos no valor de R$ 1.703. Como o projeto é de iniciativa da Câmara Municipal, de uma legislatura para a outra pode haver uma nova resolução sobre o subsídio.
O projeto entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021.
Oposição
O vereador Thales Satim (PSC) contestou a proposta. Para ele, o projeto não condiz com o trabalho exercido pelos parlamentares, já que a atividade demanda tempo e muita responsabilidade e exige justa remuneração.
“Eu fui contrário porque entendo que exercer a função de vereador exige uma responsabilidade grande. Nós temos as nossas obrigações de fiscalizar o executivo e fazermos o nosso trabalho, além de atender a população diariamente. Tudo isso demanda algum tempo e eu acho que necessita haver uma justa remuneração. Não é ficar rico, mas quem trabalha tem que receber de acordo com o que faz”, avaliou.
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