Vereadores de Taubaté querem CEI para investigar superbactéria no HU

Ao todo, seis recém-nascidos foram infectados pela superbactéria

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Ao todo, seis recém-nascidos foram infectados pela superbactéria

Divulgação

Os vereadores de Taubaté querem a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar a contaminação da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal do HU (Hospital Universitário) da cidade por uma superbactéria.

O vereador Diego Fonseca (PSDB) protocolou na Câmara um requerimento pedindo a abertura da comissão. O documento, que tem assinatura de 11 vereadores além do autor, será lido na 126ª sessão ordinária desta quarta-feira (4), com início às 15h.

Caso não haja retirada de nenhuma assinatura, a criação da comissão não dependerá de aprovação do plenário, já que tem mais de um terço de assinaturas do número total de parlamentares -19 vereadores compõem o Legislativo de Taubaté.

Após a abertura da CEI, os vereadores irão definir quais parlamentares irão compor a comissão.

“Até o momento, não foram claramente informados à população os motivos da infecção da UTI, mesmo após a notícia do falecimento do recém-nascido em virtude da contaminação pela superbactéria”, disse o vereador, considerando que a interdição da unidade prejudica o atendimento das famílias que necessitam do serviço.

Entenda o caso
No dia 14 de janeiro deste ano, a UTI neonatal do HU de Taubaté foi interditada devido ao aparecimento de uma superbactéria na ala. Ao todo, seis recém-nascidos foram infectados e desse total, dois morreram.

Em 6 de fevereiro, um recém-nascido faleceu no HU. O Governo do Estado descartou a morte do bebê com a superbactéria, justificando que a morte foi atestada por falência múltipla os órgãos, infecção neonatal e mal formação congênita e que o recém-nascido contraiu a superbactéria, mas eliminou a bactéria antes de falecer.

No dia 8 de janeiro, uma menina de sete meses morreu na unidade após ser infectada pela superbactéria. O governo estadual informou que a recém-nascida morreu por conta de outros problemas de saúde.

Outro lado
Em nota, o HU de Taubaté esclarece que apenas um bebê permanece internado, em isolamento, na UTI Neonatal. “O recém-nascido não contraiu a bactéria multirresistente e está internado em razão de uma doença de base. Assim que o bebê deixar a UTI, o local passará por um processo de desinfecção de materiais e equipamentos e por pequenas reformas”, diz a nota.

“Esclarecemos ainda que nenhuma gestante em situação emergencial deixou de ser atendida durante o período. Por fim, ressaltamos que a colonização por bactérias pode ocorrer em hospitais públicos e privados, e os procedimentos adotados para conter a proliferação das bactérias seguem, normalmente, um padrão em todas as unidades”.

“A CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) do HU é atuante e investiga todos os casos de infecção hospitalar que ocorrem na unidade, adotando as providências cabíveis para que não haja a proliferação da infecção”, conclui a nota.

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