Vereadores investigam contrato com empresa fantasma em Potim
A Câmara de Potim segue com as investigações da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que apura denúncias de irregularidades em contratos firmados com uma empresa fantasma. O acordo teria sido feito com a Medgeo Clínica Médica Ltda de Taubaté.

A Câmara de Potim segue com as investigações da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que apura denúncias de irregularidades em contratos firmados com uma empresa fantasma. O acordo teria sido feito com a Medgeo Clínica Médica Ltda de Taubaté.
O presidente da Câmara, Juarez do Nascimento (PP), contou que a denúncia foi feita por uma moradora da cidade, em março. Entre as irregularidades, o endereço, já que no local não havia nenhuma empresa. “Com o passar dos dias, ela cobrou a Câmara uma maior ação sobre o assunto”, comentou Nascimento.
De acordo com o documento, a empresa teria recebido desde 2012, pouco mais de R$ 500 mil para prestar serviços à saúde no município. No entanto, a denúncia aponta que somente a Prefeitura de Potim é a cliente da empresa.
O vereador afirmou que na época da denúncia, o então presidente da Câmara, João Guilherme Angelieri (PSD), foi até Taubaté para tomar conhecimento do local indicado e constatou que não havia nenhuma empresa. “No local onde estava registrado havia uma residência comum, e os faturamentos merecem investigação, queremos saber onde foi gasto o dinheiro, se foi gasto corretamente e porque foi gasto tanto dinheiro só com essa clinica”.
A comissão é presidida por Angelieri, o relator Willian Amaral (PV) e o membro, Diego Soares Monteiro (PDT). O prazo para que o relatório da CEI seja entregue é de 60 a 90 dias, já que cabe prorrogação.
Outro lado
A prefeitura informou, por meio de nota, que a empresa Medgeo presta serviço no município e atende diversas especialidades, como plantão 24 horas, atendimento ginecológico, pequenas cirurgias e obstetrícia.
A empresa, segundo a prefeitura, é do filho de um médico que trabalha em Potim. As notas são apresentadas como forma de garantir o pagamento dos profissionais. O prefeito Benito Thomaz (PMN) concluiu ainda que os pagamentos correspondem a serviços médicos e hospitalares.
A diretora de Saúde, Vera Lúcia Santos afirmou que não há motivações para a abertura de uma comissão e se trata apenas de perseguição política. “Infelizmente se trata de politica, não há fundamento para a abertura dessa CEI. Eles querem saber porque não houve licitação, nós entendemos que licitar é terceirizar e saúde é coisa séria e não podemos abrir mão de bons médicos”.
A diretora comentou que os trabalhos realizados pela empresa irão continuar na cidade, pois não há nada de irregular e a denúncia foi feita por uma ex-funcionária da saúde que não se conformou em ser demitida e se juntou a oposição para prejudicar a cidade.
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