Vereadores relatam falta de remédios na farmácia municipal de Taubaté
Prefeitura e Estado afirmam que situação irá se resolver em breve


Vereadores relatam faltam de remédios na farmácia municipal de Taubaté
Divulgação/EBC
Alguns medicamentos de uso contínuo estão em falta na farmácia municipal de Taubaté. As informações foram divulgadas pelos vereadores Rodrigo Luis Silva, o Digão (PSDB), e Alexandre Vilela (PMDB) nesta semana.
O repasse dos remédios é de responsabilidade tanto do governo municipal como do Estado. “Precisa de um planejamento melhor para que a população que carece do medicamento não venha sofrer”, disse o vereador “Digão”, presidente da Câmara.
“Não estou criticando a administração pública, mas pedindo que façam um planejamento e divulguem os nomes dos medicamentos em falta”, afirma o vereador que reconheceu que a medicação gratuita na cidade é um “avanço em Taubaté, pois muitos municípios não oferecem remédios à população”, disse.
Para Digão, no entanto, há um descaso com os moradores que se deslocam de suas residências em busca do remédio. “São pessoas doentes e idosas que saem com dificuldade de casa e não encontram o que precisam. Criem um planejamento e divulguem os remédios em falta. Não tem sentido o munícipe ficar indo toda semana à Farmácia da Prefeitura, em busca do remédio, e tudo que escutam é que o medicamento está em falta”, afirmou.
O vereador também atentou para o fato de que algumas receitas têm prazo de validade, e que esses medicamentos catalogados pelo poder público, ao serem disponibilizados para a farmácia, precisam de um cronograma específico.
De acordo com o vereador Alexandre Vilela, também falta medicamento na rede estadual, como, por exemplo, o leite Neocate, que tem um custo alto e deveria ser distribuído gratuitamente pelo Estado. “O que está acontecendo? Seja no município ou no Estado, a situação se repete”, comentou.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que vem disponibilizando outras duas fórmulas similares ao Neocate em suas farmácias e que a orientação é para que pais ou responsáveis peçam a substituição da receita junto aos médicos das crianças.
“Isso porque, desde outubro, a pasta vem tentando fazer nova compra para atender ao aumento da demanda por Neocate, mas a empresa Nutriport Comercial Ltda., uma das fornecedoras do produto, vem barrando o processo na Justiça, e impedindo que os estoques sejam normalizados. Por duas vezes a empresa já conseguiu decisões em seu favor”, diz um trecho do comunicado.
A pasta informou ainda que tentou fazer uma compra emergencial do produto, vencida pela representante da Danone, que ofereceu preço de 21 centavos por grama do produto. “A Nutriport, no entanto, que quis vender o mesmo produto ao Estado por 30 centavos o grama, 43% a mais, barrou todo o processo na Justiça, impedindo a pasta de comprar a fórmula pelo menor preço e de zelar pelo bom uso do dinheiro público”, conclui a nota.
A prefeitura informou que mudanças nos procedimentos de aquisição de medicamentos determinadas pelo Ministério da Saúde provocaram alguns atrasos pontuais em Taubaté e que os estoques destes medicamentos devem estar normalizados até a próxima semana.
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