Vereadores tucanos criticam sec. de saúde do governo Ortiz Júnior (PSDB)

Parlamentares criticaram terceirização e o próprio secretário da pasta

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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20160328_rodrigo luis silva digão e josé de angelis bilili_taubaté_(Montagem/FotorCreated)

Digão (à esquerda) e Bilili criticaram a gestão da sec. de saúde

Montagem/FotorCreated

Os vereadores do PSDB na Câmara de Taubaté, Rodrigo Luis Silva, o Digão, e José de Angelis, o Bilili, criticaram a gestão da Secretaria de Saúde da cidade, o secretário da pasta e a terceirização do setor durante a sessão ordinária da semana passada.

O vereador Digão iniciou as críticas apresentando fotos enviadas por uma moradora que mostravam apenas uma médica atendendo no PS (pronto-socorro) Municipal, que estava cheio de pacientes esperando por atendimento.

“Caiu praticamente para a metade o valor do plantão. Aos domingos, não vão achar médicos. Já é muito difícil encontrar profissionais, imagina agora, que pagam [salário] pela metade”, disse Digão, que é contrário à terceirização iniciada em março deste ano na cidade.

“Já havia dificuldade quando o município administrava. Agora, terceirizaram o serviço e virou um balaio de gato”, disse Digão, afirmando ainda que o médico João Ebram Neto, secretário de Saúde, é “fraco” no comando da pasta. “A gestão da saúde em Taubaté nunca funcionou”, completou.

Para Digão, a melhora do setor não deve se basear somente na revitalização e construção de UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento) e postos médicos, mas em um melhor planejamento do setor.

O vereador Bilili também não economizou nas críticas à pasta e ao secretário, que para o parlamentar, deveria “ter coragem de pedir para sair, porque assim estaria ajudando muito Taubaté”, afirmou o vereador que apresentou o depoimento de um morador reclamando do PS e do atendimento em posto de saúde.

Segundo o vereador, há falta de médicos após a terceirização da saúde, citando que havia conversado com dois profissionais que disseram ter pedido demissão por conta do baixo salário oferecido pela empresa terceirizada.

“Até por remédio o paciente precisa gastar com ônibus, só para saber se tem ou não, porque não pode perguntar por telefone mais. Não cabe na minha cabeça a gestão de um secretário desses. Ele cria lei do jeito dele. Eu sou da zona rural, onde seria atendido se não tivesse plano de saúde? Lá não funciona posto todo dia da semana e não posso ser atendido em outro”, completou Bilili.

Em nota, o secretário de Saúde de Taubaté, João Ebram Neto, informou apenas que “respeita a opinião dos vereadores citados”.

Terceirização
No dia 1º deste mês foi iniciada a terceirização do setor da cidade, após a prefeitura assinar um contato de 15 meses no valor de R$ 34,4 milhões com a Essencial Medicina. No acordo, a empresa fica responsável por oferecer médicos socorristas para os atendimentos de urgência e emergência do PS, PS Infantil e das UPA’s dos bairros San Marino e Cecap.

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