Vídeo: MWL acusa sindicato de bloquear entradas e usar spray de pimenta para impedir acesso à fábrica
Empresa afirma que a ação teria acontecido para impedir que a diretoria participasse da reunião de conciliação

A empresa MWL de Caçapava acusa o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região de bloquear a entrada de funcionários, inclusive de usar spray de pimenta contra os mesmos, a fim de impedir que membros da diretoria participassem da reunião de conciliação marcada para esta quarta-feira (21).
O SindMetal afirmou, nesta quarta-feira, que a diretoria da MWL havia faltado a reunião marcada pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, e por isso iria ajuizar uma ação de dissídio de greve contra a empresa.

Contudo, a MWL afirmou, em nota enviada ao Portal Meon nesta quinta-feira (22), que apoiadores e membros do sindicato “ardilosamente, surpreenderam toda a equipe da MWL, os quais deveriam participar da reunião agendada a pedido do TRT 15ª região, impedindo a entrada do Diretor-Presidente da empresa, e demais funcionários, bloqueando as entradas da fábrica”.
A empresa aponta ainda que registrou, através de câmeras de segurança, “uma situação de violência aos trabalhadores, os quais apenas tentavam adentrar na empresa para iniciar o seu turno de trabalho, inclusive, com uso de spray de pimenta lançado pelos manifestantes aliados do ente sindical Requerente”.
A fábrica informou que irá enviar as imagens para comprovação dos atos junto às autoridades. Veja a nota da MWL na íntegra ao final da matéria.
O Meon entrou em contato com o SindMetal, que não se posicionou sobre o assunto até o fechamento desta matéria.
Nota da MWL na íntegra:
“A MWL informa que, na manhã de ontem (21/10/2020) o ente sindical, através de seus Diretores e demais membros aliados, ardilosamente, surpreenderam toda a equipe da MWL, os quais deveriam participar da reunião agendada a pedido do TRT 15ª região, impedindo a entrada do Diretor-Presidente da empresa, e demais funcionários, bloqueando as entradas da fábrica.
Após o tumulto causado para impedir o acesso da diretoria da empresa na fábrica e dos funcionários, apurou-se uma situação de violência aos trabalhadores, os quais apenas tentavam adentrar na empresa para iniciar o seu turno de trabalho, inclusive, com uso de spray de pimenta lançado pelos manifestantes aliados do ente sindical Requerente.
Isto posto, restando comprovado que o ente sindical e seus membros ativistas não pretendem colaborar com uma composição amigável, e sim impedir que a MWL possa apresentar uma proposta aos trabalhadores para obter resolução benéfica a todos os envolvidos
Todos os atos foram filmados e fotografados para comprovação juntos as autoridades.”
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