Workshop promove inserção das mulheres na área de tecnologia
Curso anual ensina o desenvolvimento de sites e blogs para elas


Workshop tem objetivo de incluir mulheres no mercado de programação e TI
Divulgação/Django Girls
Para quem pensa que programação e TI (Tecnologia da Informação) é assunto predominante para os homens, um evento na manhã deste sábado (20), em São José dos Campos, busca mostrar que a área também tem o seu toque feminino. O Workshop ‘Django Girls’ possibilita as primeiras experiências com o mundo da tecnologia para as mulheres.
Uma das responsáveis pelo evento, Ingrid Sena, comemora o crescimento do projeto. Em 2015, quando era aluna, eram poucas as interessadas. Agora, para o curso deste sábado, os organizadores receberam mais de 100 inscrições, que já foram encerradas.
“Trabalhei algum tempo como designer e resolvi largar tudo e ir para TI após participar desse workshop. Há dois anos era aluna, ano passado fui uma das tutoras e agora estou na organização. Também serve para quebrar um pouco do preconceito que há com as mulheres nessa área. Mas os homens são bem-vindos, para ajudarem na integração”, diz.
“Alguns estudos apontam que as mulheres não têm oportunidade para trabalhar com programação e TI por falta de incentivo e oportunidade”, completa Ingrid.
Como foco, o workshop ensinará como desenvolver um site usando as ferramentas Python, Django, CSS e HTML. Ao todo, mais de 50 tutores ajudarão as alunas a colocarem no ar o projeto final.
“O legal é que cada um pode seguir o seu ritmo. Não é um trabalho em grupo, onde um sai na frente e outro não consegue acompanhar. A proposta é que curtam muito esse workshop. Cada pessoa chega onde consegue”, afirma a organizadora.
O engenheiro em computação Roger Garcia, Chief Technology Officer (CTO) da Quero Educação, destaca a importância da mulher nesta área e a necessidade de formação em tecnologia.
“O workshop atende um problema crônico que temos nessa área, que é presença do público feminino. No curso de engenharia da computação, por exemplo, apenas 10% eram mulheres e isso vem desde a formação. Mas todos são capazes e queremos desmistificar isso”, conclui.

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Arquivo/Meon
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