Varejo da RMVale perde R$ 355 milhões por ano com feiras ilegais

Segundo o Sincovat, setor deixa de criar mais de 2,3 mil empregos

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
feira itinirante (Divulgação/Sincovat)

Varejo da RMVale perde R$ 355 milhões por ano com feiras ilegais

Divulgação/Sincovat

O setor do varejo da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) pode perder cerca de R$ 355 milhões por ano com as feiras ilegais. O número foi divulgado pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté), com base em dados elaborados pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) nas 39 cidades da região.

Segundo o Sincovat, as feiras não legalizadas podem chegar a movimentar cerca de R$ 9,8 milhões por dia de funcionamento na RMVale. “O equivalente ao faturamento de um dia do comércio formal dos setores de vestuário, tecidos, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos, lojas de departamento, móveis e artigos de decoração, os mais afetados pela informalidade”, informa o sindicato em nota.

De acordo com o Sincovat, se essas feiras funcionarem uma vez por mês, ao longo de um ano, em todas as cidades da RMVale, podem faturar mais de R$ 118 milhões. “Se elas ocorrerem três vezes por mês, frequência mais comum atualmente, o faturamento pode chegar a R$ 355 milhões ao final de um ano todo”, diz outro trecho.

Normalmente, as feiras ilegais acontecem aos finais de semana e antes de datas comemorativas, períodos de maior movimento no varejo formal, segundo o sindicato. “Com a diminuição do faturamento, o comércio regular desacelera seu crescimento e diminui o potencial de criação de vagas de emprego”, complementa o Sincovat.

De acordo com as estimativas da Fecomercio, se as feiras ocorrerem três vezes ao mês, ao longo de um ano, 2,3 mil empregos deixam de ser criados no varejo formal.

“Um dos motivos que levam os consumidores às feiras ilegais são os preços mais baixos, pois, muitas vezes, os produtos são oriundos de cargas roubadas ou que simplesmente não recolhem ICMS, impactando negativamente os cofres públicos”, informa o Sincovat.

De acordo com o sindicato, considerando que as feiras aconteçam três vezes por mês em um ano, os prejuízos pela não arrecadação de impostos podem variar entre R$ 14,2 milhões (considerando empresas com alíquotas de 4%), R$ 19,4 milhões (alíquota de 5,47%) e R$ 24,3 milhões (para empresas de pequeno porte com alíquota de 6,84%).

Publicado em:

Posts Relacionados