Vasco empata com Goiás e ‘dorme’ fora da zona de rebaixamento do Brasileiro
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Em jogo de péssima qualidade técnica na Serrinha, Vasco e Goiás empataram por 1 a 1, neste domingo (1), e seguem sem vencer no Campeonato Brasileiro. Desfalcado, o Cruzmaltino não conseguiu manter a vitória após abrir o placar e ainda tomou sufoco do lanterna no segundo tempo. O estreante Léo Matos e o meia…

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Em jogo de péssima qualidade técnica na Serrinha, Vasco e Goiás empataram por 1 a 1, neste domingo (1), e seguem sem vencer no Campeonato Brasileiro. Desfalcado, o Cruzmaltino não conseguiu manter a vitória após abrir o placar e ainda tomou sufoco do lanterna no segundo tempo. O estreante Léo Matos e o meia Shaylon marcaram os gols do jogo.
Com a igualdade, o time carioca segue em seu calvário no Brasileirão, onde não vence há sete jogos. A equipe até superou o Caracas no meio de semana pela Copa Sul-Americana. O time só ganhou três das últimas 15 partidas -apenas os últimos dois sob o comando do português Ricardo Sá Pinto. O Red Bull Bragantino joga amanhã, contra o Grêmio, e pode ultrapassar os vascaínos caso pontue.
O Goiás também não vence há nove partidas, e vê a distância para sair da zona de rebaixamento aumentar para sete pontos fazendo os dois jogos a menos não mudarem a situação do clube.
QUEM FOI MAL NO VASCO: RIBAMAR
Ninguém pode questionar a vontade e o esforço de Ribamar. Quando entra em campo, o camisa 9 briga, dá carrinho, corre, tromba e faz o possível para compensar suas limitações. Mas mesmo com a força enorme que faz, o atacante não consegue estar no mesmo nível do restante de seus companheiros. Muito mal tecnicamente, ele fez de tudo para ajudar, mas não conseguiu em mais uma noite. A má atuação foi o destaque negativo do Vasco, por atrapalhar a construção e finalização de jogadas do Cruz-Maltino.
QUEM FOI MAL NO GOIÁS: HERON
Do lado do Esmeraldino, no jogo ruim da Serrinha, o destaque negativo ficou por conta do zagueiro Heron. Além de engrossar em diversos lances, mostrando muitas limitações técnicas, o defensor fez uma falta perigosíssima em Ribamar -que poderia até gerar expulsão a depender da interpretação-, sendo de longe o ponto mais fraco do limitadíssimo time goiano.
QUEM FOI BEM: LEONARDO GIL E KEKO
Curiosamente os destaques da partida foram dois argentinos: o volante Leonardo Gil, do Vasco, e o atacante Keko Villalva, do Goiás. Ambos participaram dos lances de maior perigo na partida, que se esteve longe de agradar pela parte técnica, foi de muita entrega das duas equipes. O meiocampista cruz-maltino, inclusive, mostrou qualidades no passe e na bola parada, que podem ajudar a equipe na campanha de luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Já o argentino do Esmeraldino é habilidoso e veloz, mas peca nas finalizações. A equipe da casa poderia ter saído com a vitória se não fossem as chances que perdeu.
VASCO DESORGANIZADO
Sem Castán, Benítez e Cano, seus três melhores jogadores, o Vasco naturalmente teve dificuldades logo no início do jogo. Ainda no começo de seu trabalho à frente do Cruz-Maltino, o português Ricardo Sá Pinto promoveu a estreia de Léo Matos na lateral-direita, e optou por um meio-campo com Leonardo Gil, Andrey e Carlinhos. A ideia era ter mais qualidade nos passes para manter a posse de bola. Mas foi o Goiás quem começou melhor: a partir dos 10 minutos, o Esmeraldino fez uma blitz na área vascaína e quase saiu na frente com Keko, por duas vezes.
ESTREANTE ABRE O PLACAR
Mesmo mal no jogo, o Vasco conseguiu sair na frente do placar. O estreante Léo Matos aproveitou cobrança de escanteio de Leonardo Gil no primeiro pau para raspar de cabeça e tirar qualquer chance de defesa de Tadeu. Com o gol, o Cruz-Maltino ganhou força no jogo. Praticante de futevôlei, o lateral-direito que chegou do PAOK, da Grécia, tem fama de artilheiro: marcou 60 gols na carreira antes de chegar à São Januário.
AÍ NÃO, FERNANDÃO
Aos 25, o Goiás teve sua chance mais clara no jogo. Edílson soltou uma bomba de fora da área e Fernando Miguel espalmou para a frente. Com o goleiro caído, o rebote caiu no homem-gol do Esmeraldino, Fernandão, na pequena área. Mas o centroavante, que barrou Rafael Moura, ídolo do clube, pegou forte demais e isolou, mandando a bola para a bandeirinha de escanteio.
OUTRA CHANCE PERDIDA
Fernandão teve a chance de se redimir aos 36, quando recebeu passe de Shaylon, protegeu e achou Keko livre na direita. O argentino olhou a saída de Fernando Miguel e deu um toquinho para encobrir o goleiro, mas tirou demais do gol e perdeu outra chance incrível para o Goiás.
GOIÁS VOLTA MELHOR E EMPATA
Assim como no início do jogo, o Goiás voltou do intervalo jogando melhor que o Vasco na Serrinha. Logo aos três minutos, Keko quase empatou, mas parou em Fernando Miguel.
Com um time remendado e desentrosado, o Cruz-Maltino fazia partida desorganizada e errava muitos passes, além de não conseguir reter a bola no ataque dada a má atuação de Ribamar. Superior, o Esmeraldino chegou ao empate, enfim, aos 11. Vinícius cortou da direita para o meio e tentou passe para Shaylon.
A bola desviou em Andrey e sobrou para Fernandão, que chutou para defesa de Fernando Miguel. No rebote, Shaylon aproveitou e enfim balançou as redes para o time da casa.
VASCO NÃO REAGE
O Vasco finalizou apenas uma vez no segundo tempo. A má atuação do Cruz-Maltino somada à falta de qualidade do Goiás fizeram o jogo ficar amarrado, congestionado e modorrento. Nem mesmo as entradas de Benítez e Tiago Reis mudaram o panorama. Longe dos 100%, o camisa 10 não repetiu suas melhores atuações, apesar de aumentar a qualidade da equipe. O atacante, que decidiu na vitória de meio de semana pela Copa Sul-Americana, não entrou bem e escorregou mais em campo do que ajudou o Vasco.
DOUGLAS BAGGIO E HE-MAN
Precisando da vitória, o técnico Enderson Moreira modificou seus atacantes buscando a virada. Saíram Vinícius e Fernandão, que não justificaram a titularidade, e entraram Douglas Baggio e Rafael Moura. Com a nova dupla na frente, o Goiás foi mais perigoso. Ídolo do clube, He-Man mostrou que não pode ser barrado numa equipe tão limitada e quase deixou o seu de cabeça, obrigando Fernando Miguel a fazer um milagre aos 46. Depois, ainda exigiu mais uma defesa do goleiro do Vasco em linda bicicleta.
Já Baggio entrou com velocidade pela ponta direita e explorou bem o lado aberto com Neto Borges, que substituiu Henrique. Saíram dali as melhores jogadas do Esmeraldino no fim do jogo, insuficientes, entretanto, para modificar o resultado.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
