Veja como foi o 7° encontro de usuários de MSX em São José

Encontro reuniu geeks na GeekXtreme, no Jardim Satélite, na zona sul

Escrito por: Pedro Ivo Prates2 min de leitura
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Encontro dos fãs na GeekXtreme, em São José

Pedro Ivo Prates/Meon

Pular carnaval? Não foi essa a opção de fãs do computador MSX –o nome dado a uma arquitetura de microcomputadores pessoais criada no Japão em 1983 e apresentada em 27 de junho do mesmo ano, responsável por definir a um padrão para os desenvolvedores de hardware.

O 7° encontro de usuários de MSX aconteceu na GeekXtreme, uma loga de produtos Geek localizada na avenida Iguape em São José dos Campos, o evento contou com integrantes de diversas partes do Brasil e teve a duração de quatro dias do carnaval.

Desenvolvido por Kazuhiko Nishi, vice-presidente da ASCII Corporation, empresa japonesa que era representante da Microsoft no Japão até 1986. Dessa forma, várias companhias de eletroeletrônicos poderiam produzir seus computadores, manter um mínimo de compatibilidade entre eles, e ainda assim diferenciá-los, adicionando recursos novos. Mas a compatibilidade com outros micros do padrão MSX seria mantida.

Veja a galeria:

Philips MSX VG8020 (1984)
O significado da sigla é controverso. Faz parte da lenda que seu nome significa “MicroSoft eXtended”, visto que a Microsoft participou do desenvolvimento do micro, fazendo o BIOS, o interpretador BASIC (o MSX-BASIC, gravado em ROM) e o MSX-DOS 1. Em 2001, em visita a um encontro de usuários na Holanda (Países Baixos), Nishi afirmou numa palestra que MSX significa “Machine with Software eXchangeability”.

Em outra conversa, o próprio criador afirmou que o nome significava naquela época Matsushita Sony X-power, visto que a Matsushita (National e Panasonic) e a Sony eram as empresas que mais apoiavam o padrão.

O padrão MSX fez sucesso na década de 1980 tanto no Brasil como no mundo (Japão, Países Baixos, Inglaterra, Coreia do Sul, Argentina, Rússia, Arábia Saudita, entre outros).

Muitos de seus usuários costumavam usá-lo apenas como um videogame de luxo, estereótipo este uma consequência da grande qualidade dos jogos disponíveis.

Eles eram distribuídos por empresas como a Konami, Compile e outras, que se aproveitaram da capacidade gráfica e de som do MSX para produzir jogos muito mais atraentes que os encontrados nos videogames da época. Ainda assim serviu como base de estudo para muitos estudantes de informática e engenharia eletrônica, que desenvolveram nele projetos variados.

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