Vicentina Aranha traz debate sobre desafios para conquistas femininas

Evento faz parte da programação dedicada ao Dia Internacional da Mulher

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Evento acontece nesta quinta-feira (10)

Divulgação

De tanto assunto pendente, fica até difícil saber por onde começar a conversa sobre os direitos das mulheres. Cada tópico – diferença salarial, assédio, violência, feminicídio, jornada dupla, convenções sociais, o leque é imenso – descortina uma série de outras questões comportamentais históricas enraizadas em nossa cultura. Os desafios para novas conquistas femininas são o tema do “Contraponto: Ideias Afins e Desafins”, promovido pelo parque Vicentina Aranha e que acontece nesta quinta-feira (10) às 19h30.

O encontro reúne a psicóloga Tereza Elizete Gonçalves, a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora Janaina Dias e a diretora da Coordenadoria Especial de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São José, Marcela Andrade. O objetivo é  lançar um olhar sobre o cenário atual para tentar responder a pergunta: “apesar de toda evolução, tem a mulher hoje o mesmo respeito e oportunidade dadas aos seus companheiros?”.

Em ambientes com menos acesso à cultura, as mulheres vivem como antigamente

Tereza Gonçalves Psicóloga

Professora universitária, a psicóloga Tereza Eliete Gonçalves acredita que a resposta para este questionamento passa pela percepção de que nem todas as mulheres têm acesso aos avanços conquistados nos últimos anos. Para ela, enquanto em algumas “ilhas” de pluralidade, as mulheres são respeitadas e contam com maior liberdade de expressão, na maioria dos lugares elas são relegadas a uma realidade violenta e excludente.

“É importante a gente saber que as vitórias conquistadas não chegaram a todas as camadas. Então, os desafios são diferentes dependendo da classe social e do ambiente que as mulheres ocupam. O fato é que, em ambientes com menos acesso à cultura e educação, os desafios da mulher são ainda maiores e elas vivem como antigamente.”

Inclusão
Na hora de falar sobre as causas feministas, a psicóloga afirma que a falta de acesso às redes sociais, ferramenta que vem sendo aliada em campanhas nacionais, ainda é um obstáculo que o país enfrenta para chegar a uma condição mais digna às mulheres.

“São canais utilizados para debater, conscientizar e denunciar. Atingem uma grande parcela da população, mas há muitas mulheres que não conseguem acessar essas ferramentas com frequência. Isso faz com que muitas delas não cheguem a uma condição de luta. O dia 8 de março é data para lembrar das mulheres que estão sendo deixadas para trás, engrossando as estatísticas.”

Dentro deste universo de assuntos relacionados aos direitos da mulher, a psicóloga defende o olhar a essa população”invisível” como um desafio substancial. De acordo com ela, é preciso mapear e conhecer este público para que possa haver um trabalho de inclusão.

“Incluindo todas as mulheres nas lutas pelos direitos iguais podemos aumentar nossa força para cobrar dos governantes, principalmente aqueles que se elegeram defendendo bandeiras feministas, a fazer mais pelos direitos das mulheres”, afirma.

Conquistas e desafios da mulher

Data: quinta-feira (10)
Horário: 19h30
Local: Sala de Leitura Réginaldo Poeta (Parque Vicentina Aranha)
Valor: gratuito

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