Vídeo: Militantes do Novo, MBL e PSOL entram em confronto no Centro de São José
A confusão aconteceu quando os apoiadores do partido de esquerda protestavam pelo “caso Mari Ferrer” e os de direita faziam campanha

Militantes do partido Novo e do MBL (Movimento Brasil Livre), ambos de direita, entraram em confronto com apoiadores do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), de esquerda, na manhã deste sábado (7). A confusão foi registrada no Centro de São José dos Campos, onde membros do partido de direita faziam campanha e os de esquerda protestavam pelo “caso Mari Ferrer”. Até o momento, ninguém havia registrado boletim de ocorrência sobre o caso.
Tanto o PSOL quanto o Novo confirmaram a confusão, que aconteceu no Centro da cidade.
De acordo com a filiada ao PSOL e candidata, Jéssica Marques, as provocações começaram com membros do Novo e do MBL. “Há um bom tempo o pessoal do Novo e do MBL nos provocam nas redes sociais. E isso vem acontecendo também na campanha eleitoral”, afirmou. “Hoje [sábado] eles passaram provocando durante o ato por Justiça por Mari Ferrer, mas conseguimos dispersá-los sem que nada ocorresse. Mas depois do ato, voltamos para a nossa panfletagem do PSOL e eles voltaram a nos provocar até às agressões acontecerem”, disse a militante.
Outro apoiador do PSOL, que não se identificou, afirmou que ocorreram várias provocações. “O pessoal do MBL chegou e já começou a nos provocar, com dizeres sobre aborto e até mesmo com palavras ‘Lgbtfobicas’. Nós pedimos para que se afastassem e deixassem nosso ato acontecer. Voltamos para a praça Afonso Pena e lá eles começaram a provocar de novo mas dessa vez vieram para cima”.
Ainda de acordo com o manifestante, por pouco eles não foram agredidos. “Derrubaram um companheiro nosso no chão e vieram para cima das mulheres. Foi uma situação repleta de agressões físicas e verbais vindo da parte dele. Um dos militantes partiu para cima de uma candidata negra do PSOL e se não entrássemos na frente ele teria dado um murro na cara dela”, conta o apoiador.
O Novo foi questionado sobre o caso e afirmou, em nota, que as provocações e agressões começaram com militantes do PSOL. “Até o momento, aparentemente, indicam que a agressão foi iniciada pelo grupo do PSOL, sendo assim, esperamos que o partido também apure os fatos e tome as medidas cabíveis, assim como o NOVO fará”, relata um trecho da nota.
Ainda na nota, o partido afirmou não haver distinção entre homens e mulheres dentro do Novo. “Diferente das declarações/acusações que recebemos, nós, do Partido Novo, acreditamos e defendemos a igualdade das mulheres em toda e qualquer instância e, com isso, devem assumir sua responsabilidade e protagonismo, não só no ambiente político, como também por meio de outras iniciativas, como uma das formas de contribuição para um futuro melhor para as próximas gerações”.
O partido ainda completou a declaração afirmando que “acreditamos tanto no potencial e na força feminina que criamos uma plataforma de ideias e de trocas de conhecimento, que tem por objetivo expandir a compreensão sobre o papel e os desafios das mulheres na sociedade. O NOVO defende a liberdade, o estado de direito e a democracia, e repudia qualquer tipo de violência”A
O MBL se manifestou nas redes sociais. O grupo afirmou em uma postagem que “Durante passeata de campanha eleitoral, militantes do PSOL tentaram impedir a campanha do Thomaz Henrique, ex-coordenador do MBL, de panfletar à frente da antiga Câmara Municipal. Além das agressões verbais e físicas que dirigiram aos apoiadores da campanha alegam ter sofrido suposta agressão”.
Em um vídeo, Thomaz Henrique afirmou que “Estávamos cantando músicas de apoio a nossa campanha e de repúdio aos partidos de esquerda, o pessoal do PSOL ficou ofendido com as nossas músicas, até ai tudo bem, assim como nós temos o direito de nos manifestar e cantar músicas de repúdio ao que não gostamos, eles também tem o direito de não gostar, mas não de tentar agredir, tentar nos intimidar, tentar impedir que a gente faça campanha”, afirma o candidato.
Ainda no vídeo, Henrique afirma que os militantes do PSOL agrediram os voluntários do Movimento e do Novo. O candidato afirma também que as acusações de que uma mulher foi agredida são falsas.
Em outra postagem nas redes sociais, o MBL afirma que vai “entrar na justiça contra esses mentirosos, a verdade vai prevalecer”. Em nota, o Movimento afirma que “Quem conhece o MBL sabe que somos combativos, mas nunca violentos. Nossa vocação é política e não para o pugilato. Nós repudiamos com veemência toda e qualquer violência, que deve ser combatida com todo o rigor da lei. À vista disso, já na segunda-feira serão tomadas todas as providências legais para a punição dos agressores, que são membros do PSOL”.
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