Funcionários da Disney e da Universal estão entre 281 presos em operação contra exploração sexual infantil na Flórida
Ação de sete dias no condado de Polk mirou suspeitos de tentar encontrar crianças para fins sexuais e redes de prostituição; empresas demitiram os funcionários presos, segundo o xerife

Dezessete funcionários dos parques temáticos Walt Disney World e Universal Studios estão entre os 281 presos em uma operação contra a exploração sexual infantil e o tráfico de pessoas no condado de Polk, na Flórida, nos Estados Unidos. O balanço foi divulgado na sexta-feira (30) pelo xerife do condado, Grady Judd.
Segundo a imprensa americana, 13 dos funcionários presos trabalhavam na Disney e quatro na Universal. De acordo com o xerife, as duas empresas demitiram os envolvidos.
Como foi a operação
Batizada de Polk Around and Find Out II, a ação durou sete dias e reuniu duas investigações simultâneas com agentes disfarçados.
Na primeira, cerca de 30 suspeitos foram presos depois de viajar até o condado para, segundo a polícia, tentar manter relações sexuais com crianças. Os encontros eram marcados com policiais que se passavam por menores na internet. Entre os presos, de acordo com o gabinete do xerife, há um treinador de esportes infantis, um policial escolar e um militar da Marinha em serviço ativo.
Na segunda frente, 249 pessoas foram presas por envolvimento com prostituição. Onze pessoas foram identificadas como vítimas de tráfico humano e receberam atendimento.
Presos de 20 estados e 18 países
Segundo o xerife, apenas 40 dos presos moram no condado de Polk. Os demais vieram de outras cidades da Flórida, de outros 20 estados americanos e de 18 países. Ao todo, foram registradas 488 acusações. Vinte e quatro suspeitos levaram armas de fogo aos encontros.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou que os acusados serão processados com o máximo rigor da lei. Nos Estados Unidos, viajar para encontrar um menor com fins sexuais é crime que pode render até 15 anos de prisão.
O xerife também orientou os pais a acompanharem de perto as atividades dos filhos na internet.
Com informações do Estadão, da CBS News e da Fox 35 Orlando.
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