OMS pede informações à Rússia após segunda funcionária de laboratório ter pneumonia misteriosa

Organização quer esclarecer a causa das infecções e identificar o possível patógeno; pesquisadora de 28 anos morreu na Sibéria

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu informações às autoridades da Rússia sobre o caso de uma segunda funcionária de laboratório que apresentou pneumonia de causa desconhecida. O pedido ocorre após a morte de uma pesquisadora de 28 anos que trabalhava em um instituto de pesquisa sobre peste na Sibéria.

A pesquisadora morreu na sexta-feira (2), em Irkutsk, após desenvolver um quadro grave de pneumonia. Ela trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente e foi identificada pela imprensa local como Darya Shipilova.

Segundo a OMS, as informações solicitadas às autoridades russas devem ajudar a esclarecer a causa da pneumonia e identificar o possível patógeno responsável pelas infecções. A organização também busca detalhes sobre as medidas de saúde pública adotadas após os casos.

As autoridades russas afirmaram que nenhum caso de peste foi identificado entre as pessoas que tiveram contato com a pesquisadora. Até o momento, também não há confirmação de que a morte tenha sido provocada pela doença.

Após o caso, dezenas de pessoas foram colocadas em quarentena. A medida aumentou a preocupação sobre uma possível infecção relacionada às atividades desenvolvidas no instituto, embora ainda não exista confirmação de um vazamento ou de qualquer outro incidente no laboratório.

A causa da pneumonia permanece desconhecida e está sendo investigada pelas autoridades russas.

Trump diz que falará com Putin

O caso também ganhou repercussão diplomática. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (6) que tem uma conversa marcada com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para tratar da morte da pesquisadora.

“Tenho uma ligação marcada”, disse Trump a jornalistas ao ser questionado se havia conversado com Putin sobre o caso. Segundo o presidente americano, a conversa deve ocorrer “muito em breve”.

Trump também afirmou que Estados Unidos e Rússia mantêm “discussões muito profundas” sobre a morte da funcionária. Questionado sobre informações das agências de inteligência americanas, ele disse que poderia divulgar detalhes sobre o caso nesta quarta-feira (7).

Até o momento, não foi estabelecida uma relação entre a morte da pesquisadora e um eventual vazamento de agente infeccioso no laboratório.

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