Ministério da Saúde confirma caso da gripe K no Brasil

Conheça a nova variante da doença

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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O Ministério da Saúde confirmou a identificação de um caso da chamada gripe K no Brasil, conforme o Informe de Vigilância das Síndromes Gripais referente à semana epidemiológica 49, divulgado no último dia 12 de dezembro. A detecção ocorreu a partir da análise de amostras coletadas no estado do Pará e envolve uma variação genética do vírus influenza A (H3N2).

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Segundo o ministério, foi identificado o subclado K e J.2.4 da Influenza A (H3N2), o mesmo que já circula em países da América do Norte, Europa e Ásia. A pasta ressaltou, no entanto, que o aumento da circulação do vírus influenza A H3N2 sazonal no Brasil aconteceu antes mesmo da identificação desses subclados no país.

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta global após o crescimento do número de casos da gripe K na Europa e na Ásia. De acordo com a entidade, surtos de gripe sazonal e de outros vírus respiratórios podem sobrecarregar os sistemas de saúde, reforçando a importância da manutenção das campanhas anuais de vacinação como uma das medidas mais eficazes de saúde pública.

A gripe K é causada pelo vírus influenza A (H3N2) subclado K, uma mutação genética do vírus já conhecido. A principal novidade está justamente nessa alteração na superfície do vírus, o que motivou o monitoramento mais atento pelas autoridades de saúde. Apesar disso, especialistas afirmam que não há motivo para alarme. Em entrevista à CNN Brasil, a infectologista Rosana Ritchmann, do Grupo Santa Joana e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, explicou que o comportamento clínico da variante não difere de forma significativa da gripe comum.

Os sintomas associados à gripe K são semelhantes aos de outras infecções gripais, como febre, congestão nasal, coriza, tosse, dor de cabeça, dor de garganta e mal-estar geral. Entre os grupos mais vulneráveis — idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas — há maior risco de evolução para quadros graves, com possíveis complicações como pneumonia, sinusite, otite, desidratação e descompensação de doenças crônicas e cardiovasculares.

“A gravidade está relacionada às complicações, e não diretamente ao vírus”, destacou a especialista. Segundo ela, casos mais severos podem envolver pneumonia bacteriana ou viral e problemas cardíacos, como infarto ou insuficiência cardíaca.

Em relação à prevenção, a vacina contra a gripe segue sendo recomendada. O imunizante protege contra a influenza A, incluindo o H3N2, embora possa não impedir totalmente a infecção pelo subclado K. Ainda assim, a vacina reduz de forma significativa o risco de hospitalização e morte. Para o tratamento, o antiviral oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, permanece eficaz no combate à gripe K, de acordo com a infectologista.

O Ministério da Saúde segue monitorando a circulação do vírus no país e reforça a importância da vacinação e da vigilância epidemiológica, especialmente durante períodos de maior incidência de síndromes respiratórias.

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