Banda Dom Pescoço lança EP de “tropsicodelia” em São José

Misturando ritmos brasileiros num caldeirão de psicodelia, os joseenses da banda Dom Pescoço lançam EP de mesmo nome na internet para mostrar a sua “tropsicodelia”. Embora conhecido no circuito alternativo de São José dos Campos, só agora o grupo disponibilizou as primeiras faixas gravadas em estúdio, que vão da salsa cubana ao suingue do cavaquinho, sempre com camadas de rock progressivo.

Escrito por: Renan Simão2 min de leitura
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Músicas têm salsa, drum ‘n’ bass, samba e rock dos anos 1960 e 1970

Divulgação/Felipe Santos

Misturando ritmos brasileiros num caldeirão de psicodelia, os joseenses da banda Dom Pescoço lançam EP de mesmo nome para mostrar a sua “tropsicodelia”. Embora conhecido no circuito alternativo de São José dos Campos, somente agora o grupo disponibilizou suas primeiras faixas gravadas em estúdio, que vão da salsa cubana ao suingue do cavaquinho, sempre com camadas de rock progressivo.

Surgida na zona rural de São José dos Campos, no bairro Santo Agostinho de Cima, há 22 km do centro da cidade, o Dom Pescoço tem a ruralidade como elemento de união, mas deixa para a música outras influências.

“Nosso estilo é justamente não ter estilo”, diz Dom de Oliveira, baixista. “A gente tem samba, drum ‘n’ bass, cumbia, mas dá para ver muito de rock psicodélico dos anos 1960 e 1970”.

Pode-se ouvir, por exemplo, um funk preguiçoso (“Manhã”), um drum ‘n’ bass e hardcore com letra de nomes de mulheres conhecidas da banda (“Não Quem”), um samba-rock sobre a predileção por uma marca de cigarro de palha (“Mutuca Bacana”) ou uma homenagem à terra do Buena Vista Social Club cantada em espanhol em “Cuba Corazón”.

Formado por Dom de Oliveira (baixo e voz), Rafael Pessoto (guitarra), Luiz Felipe Passarinho (bateria), Gabriel Sielawa (cavaquinho, violão e voz) e Miguel Nador (vocalista), o som do grupo se destaca com as presenças do cavaquinho numa estética rock e da voz grave de Miguel Nador, um cantor lírico baixo, na classificação do canto erudito.

“O nosso baterista Passarinho é de Pernambuco, então nosso ritmo também tem muito de coco, baião, maracatu”, conta Dom.

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