Julio Maria

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Brasil & Mundo

Raul Seixas tem dois discos inéditos lançados em box especial

A ‘Gravadora Eldorado’, com produção do presidente do Raul Rock Club, Sylvio Passos, vai colocar nas lojas, no início de outubro, uma caixa com quatro discos de Raul Seixas lançados em LP nos anos 80 e dois inéditos, registrados durante duas apresentações, uma em 1974 e outra em 1981. Há ainda um DVD com um documentário de pouco mais de 20 minutos, mostrando o impressionante acervo guardado por Sylvio Passos e uma entrevista que Raul concedeu à Rádio Eldorado assim que foi contratado pela gravadora do ‘Grupo Estado’, em 1983. O nome do box explica a efeméride que justifica seu lançamento: ’25 anos Sem o Maluco Beleza – Toca Raul!’.

Escrito por: Julio Maria
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Filho de felá Kuti, Seun vem ao Brasil com alto poder de fogo

A África não havia experimentado na música força da natureza igual até o final dos anos 1960, quando Fela Anikulapo Kuti começou a existir com mais visibilidade em meio à conturbada situação política da Nigéria. Fela, influenciado por tudo o que viu e ouviu em uma viagem aos Estados Unidos nos anos 1960, elaborou um conceito de música como se armasse um artefato explosivo para jogar sobre as tropas da ditadura que assolou o país a partir de 1966. Usou os sopros dos metais da soul music, repensou e complicou as linhas de baixo do funk, colocou mulheres para fazer backings e investiu na guitarra africana, com o conhecido recurso da técnica ‘palm mute’ (de notas abafadas), para criar seu vigoroso e inebriante afrobeat. Enfrentou os militares nas letras das canções e foi preso, teve sua casa incendiada e sua mãe, assassinada. Morreu em 1997, aos 58 anos, deixando um legado de resistência e transformação cultural.

Escrito por: Julio Maria
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Elba Ramalho reafirma a fé e grava dois discos

A casa fica no alto da floresta do Joá, em São Conrado, no Rio, ao lado de uma inspirada obra da natureza chamada Pedra Bonita. Faz um frio de gelar os ossos no inverno e muito calor no verão. A sala branca e arejada tem imagens de santos barrocos e porta-retratos que vão dando pistas da história de Elba Ramalho, enquanto ela se prepara para a entrevista. Elba saiu de Conceição do Vale do Piancó, na Paraíba, para se tornar cantora e atriz. Fez seu primeiro disco em 1979, Ave de Prata, e imprimiu a si um ritmo de quem quer viver com urgência.

Escrito por: Julio Maria
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Banda do Mar será lançado no segundo semestre

Uma parte do mistério começa a ser desvendada. Desde maio, quando Mallu Magalhães usou as redes sociais para contar que estava formando um grupo com o marido Marcelo Camelo e o baterista Fred Ferreira, dos grupos portugueses Buraka Som Sistema e Orelha Negra, fãs das duas metades da laranja se colocaram em alerta. “Hoje, posso contar o que tenho guardado com euforia”, escreveu a cantora. “Nós nos juntamos e fizemos a Banda do Mar. O álbum com as nossas composições sai no segundo semestre, seguido da turnê. Agora preciso aguentar até lá!”

Escrito por: Julio Maria
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CD, DVD e musical em um ano cheio para Edu Lobo

A biografia São Bonitas as Canções (Edições de Janeiro) escrita pelo jornalista Eric Nepomuceno e com prefácio de Zuza Homem de Mello, é apenas uma das frentes que envolvem o nome de Edu Lobo em suas celebrações dos 70 anos. Em CD e DVD, produzido pela Biscoito Fino e pela Samba Filmes, ele mostra o resultado das gravações feitas ao vivo, em 29 de agosto de 2013, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com direção de Hugo Sukman, o projeto Edu 70 anos distribuiu as principais criações de Edu para as interpretações dos convidados Bena Lobo, Chico Buarque, Maria Bethânia e Monica Salmaso. Entre as músicas selecionadas, aparecem Chegança, Cirandeiro, Pra dizer adeus, Vento bravo, Ave rara, No cordão da saideira, Ponteio, Noite de Verão e A História de Lily Braum.

Escrito por: Julio Maria
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Aos 70 anos, Edu Lobo ganha ‘biografia artística’

Poderia ter sido uma crítica elogiosa no New York Times, a vitória de Ponteio no Festival da Canção ou a execução de uma de suas músicas pelo ídolo Gil Evans, nos Estados Unidos. Poderia ser a glória dos elogios a seus musicais ou, se preferisse, o orgulho pela criação de Beatriz. Poderia ser pela vitória que bem escolhesse, mas os pés de Edu Lobo nunca subiram tantos palmos do chão como no dia em que Vinicius de Moraes falou como falam os amigos: “E aí, Edu? Tem algum sambinha novo para eu fazer uma letra?”.

Escrito por: Julio Maria
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“Samba Saravah” de Pierre Barouh, foi a maior inspiração

A inspiração dos franceses que vieram ao Brasil para filmar a obra de Benjor é o cantor, ator e também cineasta francês Pierre Barouh. Foi este homem, hoje com 80 anos, quem ajudou a levar a música brasileira para a Europa na segunda metade da década de 60. Além de ter feito versões em francês para músicas brasileiras como A Noite do Meu Bem e Noite dos Mascarados (que o autor Chico Buarque considerou melhor do que a original) e de ter gravado com Elis Regina em 1968, quando ela apareceu para o mundo em duas temporadas no Olympia, de Paris, Barouh registrou em vídeo momentos históricos. Em 1969, ele foi ao Rio de Janeiro para fazer, em apenas dois dias, o documentário Samba Saravah, que se tornou uma peça com conteúdo raro da música brasileira.

Escrito por: Julio Maria
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Documentário sobre Jorge Benjor está previsto para final do ano

As forças de Jorge tomaram a Base Aérea do Recife no dia 30 de junho para fazer justiça. Charles Anjo 45, uma das raras músicas politizadas do cantor, que um dia perturbou o sono do regime militar, estava na partitura de 35 homens fardados, prontos para o sinal da batuta do sargento Ivan do Espírito Santo. Eles tocaram com gosto e empenho a canção lançada por Jorge em 1969, que fazia homenagem a um marinheiro rebelde em plena ditadura, perseguido pela mesma caserna que o acolhe agora. Em um arranjo de nove minutos, Charles caminha pela marcha, pelo frevo e pelo samba. O comando das Forças Armadas não vai perseguir ninguém, até porque também foi consultado e disse OK.

Escrito por: Julio Maria
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Projeto festeja os 100 anos do samba com shows pelo país

Depois de criar turnês para homenagear Elis Regina com Maria Rita em 2012 e Tom Jobim com Vanessa da Matta em 2013, a empresa de cosméticos Nivea decidiu trocar os imortais por um patrimônio imaterial. O centro do novo espetáculo dirigido por Monique Gardenberg e roteirizado por Hugo Sukman é o samba, que fará 100 anos em 2016, quando fecha um século desde a gravação de Pelo Telefone, por Donga, considerada a pedra fundamental do gênero na indústria fonográfica. Na noite da última terça, 18, no Vivo Rio, uma apresentação para a imprensa e convidados deu início à turnê e mostrou como produtores e artistas lidaram com os desafios de se colocar o universo dentro de uma garrafa.

Escrito por: Julio Maria
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Morre aos 66 anos o violinista espanhol Paco de Lucía

Ele estava ali. Dezesseis anos depois, o maior violonista do planeta voltava para fazer um concerto no Brasil. Com todo o desgaste do adjetivo, “maior do planeta”, no caso, não era artifício de crítico nem cegueira de fã. Há um caminhão de argumentos técnicos e um memorial de troféus que reforçariam a menção, mas talvez a melhor prova da…

Escrito por: Julio Maria
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Ronnie Von revela que está em paz por ter parado de cantar

Ronnie Von sofreu preconceitos Divulgação A angústia de Ronnie Von começou no dia em que ele decidiu ser músico e só terminou no dia em que ele decidiu parar de cantar. “Agora, eu me sinto em paz”, diz, em sua casa no bairro do Morumbi, em São Paulo. Às vésperas de completar 70 anos, prestes […]

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