Escada entre Teatro Oficina e entorno pode ser retirada
Tombado pelo Condephaat em dezembro de 1982, o Teatro Oficina trava uma (já antiga) briga judicial com o Grupo Silvio Santos, que, proprietário do entorno, tem projetos de construir um empreendimento no local. Segundo o diretor do teatro, José Celso Martinez Correa, a história tem um novo capítulo com a ameaça da retirada de uma escada que liga…

Tombado pelo Condephaat em dezembro de 1982, o Teatro Oficina trava uma (já antiga) briga judicial com o Grupo Silvio Santos, que, proprietário do entorno, tem projetos de construir um empreendimento no local. Segundo o diretor do teatro, José Celso Martinez Correa, a história tem um novo capítulo com a ameaça da retirada de uma escada que liga a casa projetada por Lina Bo Bardi ao terreno vizinho.
“Eles realmente iam fazer isso, como disseram para a atual arquiteta do Oficina, Marília Gallmeister”, escreveu Zé Celso em e-mail enviado ao jornal O Estado de S.Paulo. Segundo o diretor, houve negociação entre ele e o diretor da Sisan Empreendimentos Imobiliários Ltda. (holding do Grupo Silvio Santos), Eduardo Velucci. A retirada da escada foi, então, adiada e será discutida em uma reunião a ser marcada no Ministério da Fazenda. Procurado pela reportagem, Velucci disse não ter autorização para comentar o caso.
“Vamos comemorar este degrau vencido com este Rito de Sagração Teatral nos 16 degraus da escada que nos liga ao espaço urbano”, escreveu Zé Celso, no mesmo e-mail. Ele se refere ao ato que pretende fazer nesta quarta-feira, 12, às 18h: na ocasião, o elenco do Teatro Oficina vai lavar a escada, a exemplo do tradicional ritual da Lavagem das Escadarias do Bonfim, em Salvador.
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