Alta do desemprego trava mobilidade social e consumo da baixa renda, diz Moody’s
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A agência de classificação de risco Moody’s publicou relatório nesta quinta-feira (11) sobre os efeitos do aumento do desemprego nos países da América Latina. Em relação ao Brasil, a agência destaca os efeitos negativos sobre a mobilidade no mercado de trabalho, a expansão da classe média e as finanças dos governos…

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A agência de classificação de risco Moody’s publicou relatório nesta quinta-feira (11) sobre os efeitos do aumento do desemprego nos países da América Latina.
Em relação ao Brasil, a agência destaca os efeitos negativos sobre a mobilidade no mercado de trabalho, a expansão da classe média e as finanças dos governos estaduais e municipais.
A agência projeta crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o país de 3,3% em 2021, percentual insuficiente para recuperar a queda de 4,1% verificada em 2020.
O Brasil tem hoje uma das maiores taxas de desemprego entre os principais países da região, de 13,9% em dezembro de 2020. México, Peru, Chile e Argentina, por exemplo, têm taxas menores.
A agência destaca, no entanto, que os números do Brasil não mostram outro problema do mercado de trabalho, que é o aumento na contingente de pessoas que desistiu de procurar emprego.
O texto destaca que, no Brasil, a pandemia interrompeu a lenta recuperação do mercado de trabalho após a recessão de 2014-2015.
“Essa interrupção restringirá o aumento da mobilidade e o consumo entre as famílias de baixa renda”, diz a agência. “Essas condições vão restringir os esforços para reduzir a pobreza e expandir a classe média.”
A Moody’s afirma também que as baixas taxas de desemprego recordes no Brasil terão um impacto negativo sobre os estados e municípios como consequência da redução da arrecadação do Imposto de Renda dos trabalhadores.
“A deterioração do mercado de trabalho provavelmente reduzirá o nível de transferências, o que será particularmente negativo para os estados mais dependentes de transferências”, afirma a agência.
“O aumento do desemprego também reduzirá o consumo, afetando estados e municípios que costumam ter forte geração de receita própria com impostos sobre produtos e serviços.”
Posts Relacionados

Mercado ilegal de bets pode dobrar após proibição no Brasil, estima setor

Trump diz que Flávio Bolsonaro pode ficar nos EUA “quanto tempo quiser”, mas descarta encontro

Após derrota de Flávio, revisão criminal no STF vira principal aposta da defesa de Bolsonaro
