Aniversário de Arapeí: “é igual ao Brasil, só que menor”
Nesta segunda-feira (19) a cidade de Arapeí, vizinha de Bananal e próxima do estado do Rio de Janeiro, faz 23 anos de sua fundação como município e 70 anos desde a nomeação como distrito.

Localizada no Vale Histórico, já na divisa com o estado do Rio de Janeiro, Arapeí já foi destaque em reportagem publicada no The New York Times, em junho de 2012, que enalteceu a hospitalidade e a qualidade da comida. Sem contar os pontos turísticos e o charme típico das pequenas cidades.
Edson Quintanilha (PPS) também fala do emprego na cidade
Nesta segunda-feira (19) Arapeí completa 23 anos de fundação. E para falar sobre os desafios e as perpectivas para o futuro, o Meon entrevistou o prefeito Edson Quintanilha (PPS), que gosta de comparar o pequeno município de 2.400 habitantes com o Brasil.
Arapeí tem pouco mais de 2.400 habitantes. Como é administrar uma cidade tão pequena?
Também tem os filhos que trabalharam fora e voltam pra cá. Na verdade são quase 5.000 habitantes. A nossa principal preocupação é a capacitação. Já faz seis anos que promovemos cursos de carpinteiro, eletricista de residência, cabeleireiro, manicure. A gente também procura entrar em contato com esses polos industriais de Resende (RJ) e Porto Real (RJ), e a gente incentiva, paga ônibus para fazer entrevista nessas cidades. Arapeí não consegue absorver essa mão-de-obra.
Com uma população tão pequena, os moradores participam das decisões da administração?
São 22 anos de município [Arapeí era distrito de Bananal até 1991]. Temos o mesmo degrau que o Brasil tem que subir. Qual brasileiro participa das decisões da cidade no Brasil? Nós demos dez vezes mais participação nos conselhos do que a gestão anterior. São conselhos para cada setor. No conselho de educação quase todos participam. Olha, mesmo pequena, Arapeí é igual ao Brasil, só que menor. Tem um tesouro enorme, um país rico que precisa de pessoas que reflitam sobre ele.
Qual é o maior potencial de Arapeí?
Acredito que o maior potencial de Arapeí fique parte em serviços e parte na hospitalidade daqui. O povo é carismático, não tem quem não goste da gente. Temos os pontos turísticos. O Restaurante da Dona Liceia, que saiu no The New York Times, e outros que têm o selo do Guia 4 Rodas. Tem muito potencial aqui.
Qual é a maior necessidade?
A gente sensibiliza as autoridades, melhoramos as condições de trabalho no nosso município, mas nós temos uma população de 18 a 50 anos que não tem trabalho por aqui. Estamos trabalhando com recursos para que a gente melhore as condições da cidade e para criar mais oportunidades de emprego.
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