Assessoria médica e psicológica ajuda pacientes a emagrecerem em São José
Especialistas falam sobre a aquisição de hábitos mais saudáveis no dia a dia


Obesidade é doença e deve ser combatida em todo o mundo, diz OMS
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Perder pouco ou muito, não importa. Quando se trata de peso corporal, o desafio para eliminar alguns quilos e mantê-los longe é grande e quase impossível se o paciente não tiver acompanhamento médico, incentivo à prática de exercícios físicos e o principal: a motivação e o pensamento que está na direção correta.
Imagina um acompanhamento especializado em emagrecimento, com adaptações mais saudáveis na rotina, modificando de uma vez por todas o pensamento e o comportamento diante do desafio de emagrecer com qualidade de vida?
Essa é a proposta da psicóloga cognitiva comportamental, Júlia Godoi, de São José, que estuda há nove anos obesidade, sobrepeso e transtornos alimentares, tais como anorexia, bulimia e compulsão alimentar.
Há três anos, ela e a psicóloga Adriana Bezerra, desenvolveram um programa de assessoria psicológica. O projeto ganhou o nome de Magramente e passou a oferecer acompanhamento especializado em emagrecimento e aquisição de hábitos mais saudáveis.

Júlia explica como vencer a obesidade
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“Nossa missão é fazer com que o paciente tenha uma relação funcional com a comida. Pois assim, ele não só perde peso, mas adquire hábitos mais saudáveis e propaga ao ambiente em que vive. O processo de emagrecimento começa pela cabeça. É importante ressaltar que não receitamos nenhum tipo de dieta, esse trabalho deve ser feito por uma nutricionista”, contou Júlia.
Ela explicou que a ferramenta utilizada é a terapia cognitiva comportamental com o intuito de orientar os pacientes em um processo de emagrecimento definitivo.
“Não é uma fórmula de emagrecimento, mas sim um processo individual e consciente do empoderamento do corpo e da saúde. Trata-se de uma mudança de comportamento com relação à comida.”
Doença
A obesidade é uma doença e está cada vez mais afetando crianças e adolescentes. Só para se ter uma ideia somente a obesidade infantil, declarada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma epidemia global, afeta mais de 22 milhões de crianças menores de cinco anos.
É um problema de saúde pública e está relacionada com aspectos ambientais, genéticos, psicológicos e culturais, segundo a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que neste ano foi palco de discussão sobre a obesidade, que triplicou entre crianças e adolescentes de 10 a 15 anos.
Relação com a comida
Desde criança, a psicóloga Adriana Bezerra sofria com o sobrepeso e depois veio a obesidade. Ela conheceu o projeto que ainda estava em fase de estudo e se apaixonou no primeiro momento.
“Conversei com a Júlia, achei o projeto incrível e pedi para que ela começasse comigo a tratar a minha obesidade e no decorrer do tratamento a gente ia sistematizando tudo que fosse necessário, até realmente começar a multiplicar esta ideia. Desenvolvemos juntas um registro alimentar e ajustamos alguns processos”, explicou Adriana.
No decorrer do processo, ela conseguiu eliminar 25 quilos. “Nós só conseguimos lidar com algo quando temos consciência do que estamos fazendo e o programa me trouxe essa consciência, através dos registros alimentares e de todas as sessões”, afirmou.
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