Assim como Bolsonaro, Haddad também vetou distribuição gratuita de absorventes em São Paulo

Ex-prefeito argumentou, à época, que o projeto demandaria despesas ao erário público; justificativa é a mesma do governo federal

Escrito por: Meon Redação1 min de leitura
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O candidato à presidência da República derrotado em 2018, Fernando Haddad (PT), quando prefeito de São Paulo, em 2013, vetou o projeto de lei do vereador Laércio Benko (PHS) que obrigava a Secretaria Municipal da Saúde oferecer absorventes higiênicos gratuitamente à famílias de baixa renda.

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou uma proposta semelhante de autoria da deputada federal Marília Arraes (PT). O documento havia sido aprovado na Câmara dos Deputados mas acabou vetada pelo Poder Executivo.

Assim como o governo Bolsonaro se posicionou à época, Haddad argumentou que o projeto criaria despesas além do permitido no erário público, em função de medicamentes e materiais médico-hospitalares.

Além disso, a alegação do ex-prefeito era de que o critério de renda familiar apresentado na época era inadequado, já que o princípio do SUS (Sistema Único de saúde) prevê igualdade de acesso aos recursos para todas as pessoas.

Ideologicamente opostos e partes protagonistas da polarização partidária enfrentada no Brasil atualmente, bolsonaristas levantaram o veto de Haddad nos últimos dias em resposta às críticas feitas por diversos segmentos da sociedade, além de partidos políticos de esquerda.

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