Atacaremos extremistas no Iraque e na Síria, diz Obama
O presidente dos EUA, Barack Obama, autorizou o início dos ataques aéreos no território sírio, expandindo a campanha de bombardeios no Iraque para “degradar e então destruir” os militantes extremistas do Estado Islâmico. Em depoimento à nação norte-americana na noite desta quarta-feira, Obama afirmou que os Estados Unidos vão liderar uma…

O presidente dos EUA, Barack Obama, autorizou o início dos ataques aéreos no território sírio, expandindo a campanha de bombardeios no Iraque para “degradar e então destruir” os militantes extremistas do Estado Islâmico. Em depoimento à nação norte-americana na noite desta quarta-feira, Obama afirmou que os Estados Unidos vão liderar uma “coalizão ampla” para barrar o avanço dos insurgentes.
“Eu não vou hesitar para agir contra o Estado Islâmico tanto na Síria como no Iraque. Este é o princípio básico de minha Presidência: se você ameaçar a América, não vai encontrar nenhum porto seguro”, disse o presidente. Ele também anunciou o envio de mais 475 conselheiros ao Iraque para treinamento e missões de inteligência.
As decisões, detalhadas em uma declaração às vésperas do aniversário dos ataques de 11 de setembro, intensificam consideravelmente o envolvimento do Exército dos Estados Unidos no Oriente Médio. Obama avisou, no entanto, que não enviará soldados para combaterem o Estado Islâmico por terra.
O presidente também deve pedir ao Congresso que vote neste mês uma autorização para enviar militares dos Estados Unidos para treinar rebeldes pró-Ocidente na Síria. Além disso, ele quer que os congressistas aprovem a criação de um fundo de US$ 500 milhões para ajudar a armar e treinar os rebeldes. “Essa campanha de contraterrorismo será travada por meio de um esforço firme e implacável para acabar com o Estado Islâmico onde quer que exista, usando nossa força aérea e o apoio de nossas forças parceiras no solo”, afirmou Obama.
Ele alertou que o grupo representa uma ameaça aos interesses norte-americanos, e se não for confrontado, poderia prejudicar os EUA. “Nossa comunidade de inteligência acredita que milhares de estrangeiros – incluindo europeus e alguns norte-americanos – se uniram a eles na Síria e no Iraque”, advertiu.
Obama prometeu também continuar a enviar ajuda humanitária para as minorias religiosas e sectárias afetadas pelo avanço dos extremistas.
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