Audiência para definir PLR na GM de São José acontece na segunda (25)
GM pede que funcionários retornem ao trabalho; greve completou cinco dias


GM pede que funcionários retornem ao trabalho; greve completou cinco dias
Divulgação/SindMetal/SJC
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas agendou, para a próxima segunda-feira (25), uma audiência de conciliação entre a GM (General Motors) de São José dos Campos e o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade. No encontro, será discutido o valor a ser pago na segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) pela empresa.
O valor do benefício motivou o início de uma paralisação no complexo industrial da montadora em São José na última segunda-feira (18). Em assembleias realizadas pelo sindicato, os trabalhadores do primeiro e segundo turno recusaram duas propostas apresentadas pela GM.
A oferta inicial era de R$ 4.250 na segunda parcela da PLR. Uma segunda e última proposta, apresentada pela empresa, foi de pagamento de R$ 5 mil nesta sexta-feira (22) e antecipação da segunda parcela do décimo terceiro para 5 de fevereiro – na empresa, o pagamento da parcela é feito em março.
Com a recusa dos empregados, a GM protocolou, na tarde desta quarta-feira (20), um dissídio coletivo no TRT para resolver a questão. De acordo com a montadora, a empresa chegou no limite de proposta.
Em um comunicado enviado aos trabalhadores na noite desta quinta-feira (18), a GM pediu que os funcionários voltem ao trabalho. “A GM convoca seus empregados para assumirem seus postos de trabalho imediatamente e orienta que aguardem a audiência no TRT, trabalhando”, diz um trecho.
Mas de acordo com o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, a paralisação na fábrica continua até pelo menos a manhã de terça-feira (26). “O movimento está muito forte, chegando no seu quinto dia nesta sexta-feira e vamos continuar paralisados. Toda a fábrica está parada”, disse.
“Se a GM avançar na proposta, apresentaremos aos trabalhadores em assembleia na terça-feira pela manhã. Caso contrário, a greve continua”, conclui Macapá.
Segundo os sindicalistas, na primeira parcela do benefício, a montadora pagou R$ 8.500, o que totalizaria R$ 13.500 de PLR. A proposta não agrada os metalúrgicos, que alegam que R$ R$ 3.250 desse valor é referente ao abono salarial estabelecido na Campanha Salarial do ano passado.
Desta forma, o valor real total da PLR seria de R$ 10.250 – em 2014, o montante ficou em R$ 16.300, segundo informaram os sindicalistas. De acordo com os trabalhadores, o sindicato quer R$ 6.400 na segunda parcela da PLR.
GM em São José
O complexo industrial da empresa em São José fabrica os modelos Trailblazer e S10 e possui cerca de 5 mil empregados. Destes, cerca de 3,5 mil atuam no primeiro turno, de acordo com o sindicato.
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