Biblioteca sofre com infiltração no teto e está sem segurança em Quiririm

A Biblioteca Municipal de Quiririm, que fica dentro do Parque Municipal do Quiririm, distrito de Taubaté, apresenta infiltração no teto, não tem linha telefônica e não é protegida por segurança municipal.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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A Biblioteca Municipal de Quiririm, que fica dentro do Parque Municipal do Quiririm, distrito de Taubaté, apresenta infiltração no teto, não tem telefone e não é protegida por segurança.

A reportagem do Meon verificou que a infiltração de umidade no teto da construção mede tem 25 metros quadrados, bem acima do local de estudos que dispõe de sete mesas e cerca de 50 cadeiras.

Os funcionários confirmaram que não há linha telefônica telefone nem guarda municipal protegendo o parque em que a biblioteca funciona.

“Olha, não tem segurança mesmo, mas o pessoal daqui respeita a gente”, minimiza Neusa Ferreira, chefe de serviço da biblioteca. O “pessoal” a que Neusa se refere são usuários de drogas que frequentam o parque.

Segundo a administração da biblioteca, o local funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h, tendo acervo de 15 mil livros. O espaço recebe cerca de 150 pessoas e faz 60 empréstimos de livros por mês.

Os banheiros da biblioteca estão em ordem, mas os sanitários do parque têm vidros e azulejos quebrados. As denúncias foram feitas pelo vereador Nunes Coelho (PRB) no dia 9 de maio, em sessão da Câmara.

Outro lado
“A denúncia de abandono não é verdade, a infiltração não fica em cima dos livros e o acervo está bem conservado”, afirma Ubiratan Kleber, diretor das bibliotecas do Quiririm e central, próxima à rodoviária velha. “Mas não ter o telefone é inadmissível mesmo”.

O diretor se mostra esperançoso com um pregão previsto para o fim de maio que, segundo ele, deve escolher empresa para levar linha telefônica e internet à biblioteca do Quiririm.

Sobre a segurança dos funcionários, Kleber conta que eles trabalham de manhã e à tarde, horários em que não “tem tantos” usuários de drogas.

Quem é responsável pela gestão das duas bibliotecas é a Secretaria de Cultura, que, em nota, afirma que “foram estabelecidas, 
em virtude do abandono dos prédios públicos, algumas prioridades tais como escolas e unidades de saúde para receber as reformas. Na sequência serão contemplados os outros prédios, tais como os museu e bibliotecas”.

O comunicado também diz que “quanto ao telefone, já foi solicitada a ligação à empresa, que deverá acontecer nos próximos dias”.

Quanto ao pregão para a implantação de internet, a prefeitura fala que “está em andamento e deverá atender, além de outros prédios públicos, a biblioteca”.

Referente à digitalização dos acervos, a secretaria conta que o processo “já foi iniciado, porém devido ao tamanho desse acervo é um trabalho longo. Quanto à informatização, está sendo feito um estudo para ver a possibilidade da utilização de um software gratuito, indicado pela Biblioteca Nacional, porém, essa instalação depende de uma série de fatores”.

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