Maestro comemora autonomia de orquestra joseense

O otimismo na voz do maestro Marcello Stasi reflete o momento favorável que a OSSJC (Orquestra Sinfônica de São José dos Campos) vive. Seja falando da desburocratização dos investimentos da prefeitura para com a iniciativa, ou da popularidade da orquestra medida por como a do Parque Vicentina Aranha, no fim de abril, que atraiu cerca de 7 mil pessoas para ouvir música erudita.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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Quando o públcio ouve a OSSJC (Orquestra Sinfônica de São José dos Campos), não imagina o que acontece nos bastidores. Até bem pouco tempo, era uma batalha diária para manter o ritmo e a orquestra em plena atividade.

O otimismo na voz do maestro Marcello Stasi reflete o momento favorável que a OSSJC (Orquestra Sinfônica de São José dos Campos) vive. Seja falando da desburocratização dos investimentos da prefeitura para com a iniciativa, ou da popularidade da orquestra medida por como a do Parque Vicentina Aranha, no fim de abril, que atraiu cerca de 7 mil pessoas para ouvir música erudita.

A orquestra viveu, em 2011, uma fase que a aproximou da extinção. FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) e prefeitura não renovaram os contratos dos músicos e, como diz Stasi, “todo mundo estava no olho da rua”.

“Mas isso até que foi bom, a orquestra ganhou uma certa independência institucional”, afirma o maestro da OSSJC desde 2006. Depois do episódio, ainda em 2011, a orquestra se reergueu com o apoio temporário da Socem (Sociedade de Cultura e Educação Musical) e a atual administração Organização Social AJFAC (Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura).

Antes dependente da burocracia da administração direta, a gerência da orquestra comemora, diz Stasi, a vigência de um “modelo jurídico mais adequado” que dá mais “autonomia e agilidade” ao repasse de verbas. Na prática, os repasses mensais do montante recebido pela OSSJC em 2014 – cerca de R$ 130 mil – podem ser usados rapidamente para demandas específicas, como emergências.

“Antes, se um músico ficava doente na véspera do concerto era preciso abrir uma licitação para chamar outro, agora temos um modelo mais flexível que é mais ágil para achar soluções como essa”, explica.

Atividades
A OSSJC utiliza a verba anual para pagar salários de seu regente e 38 músicos – com carteira assinada – fazer apresentações mensais no Teatro Municipal e no Parque Vicentina Aranha, além de realizar concertos didáticos em escolas municipais e ministrar aulas de música gratuitas. Também há gastos com produção dos espetáculos e preparação de arquivo musical.

O atual número de componentes é considerado pequeno para Stasi, por não conseguir reproduzir certas sinfonias como, por exemplo, as de Tchaikovski, que pedem uma Orquestra Romântica, de mais componentes. Cerca de 47 músicos estariam de bom tamanho para o regente e 56 seria a formação ideal para “tocar qualquer coisa”.

Além de regente titular, Stasi é diretor artístico da OSSJC e participa decisivamente das escolhas de repertório dos concertos. Este ano já se homenageou desde Bach a temas de Dorival Caymmi e Chico Buarque.

“Mesmo dentro do erudito nós buscamos uma mescla de repertório, para agradar vários gostos, o popular e o erudito”, diz.
Mas com apresentações numerosas, convites para tocar fora da cidade -Festival de Inverno de Campos do Jordão e Sala São Paulo- e três anos de gestão reformulada, onde Stasi quer chegar com a orquestra?

“Esse é o primeiro passo para uma maior captação de recursos. Já quebramos o gelo. A tendência é continuar o apoio da orquestra e começar a sentir o impacto desse processo”, acredita.

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