Bloco ‘Acorda Peão’ completa 20 anos de folia e crítica social em S. José
Cortejo do Sindicato dos Metalúrgicos sai neste sábado, às 10h


Personagens do noticiário político são alvos prediletos do bloco
Pedro Ivo Prates/Meon
O bloco Acorda Peão, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, completa 20 anos de irreverência e crítica social no Carnaval de 2018. O cortejo desfila neste sábado de Carnaval (10) pelas ruas do centro da cidade.
Empresários, banqueiros, prefeitos, juízes, presidentes. O bloco não costuma poupar ninguém de suas críticas bem humoradas do cenário político e social da região e do país.
Este ano o samba-enredo critica a agenda de reformas do governo de Michel Temer (MDB), além da corrupção que vem ocupando o noticiário. Com o título “Reforma e Corrupção, o grupo leva para a avenida os rumos das reformas, da operação Lava Jato e, inclusive, da possível fusão entre Boeing e Embraer.
No carro abre alas, a reforma da previdência será representada pelo personagem da morte. Um trabalhador idoso vai para o caixão durante o desfile. Morto antes de conseguir se aposentar.
A letra satiriza os políticos pegos pela Lava Jato. Em um trecho, o samba afirma: ““Ladrão rico, é brincadeira, passa o Carnaval em casa, de tornozeleira. Ladrão pobre, tem jeito não. Não tem Supremo, morre na rebelião”.
Para o secretário-geral do sindicato, Renato Almeida, o objetivo é criticar as injustiças de forma clara para que todos possam entender.
“O Carnaval brasileiro tem em sua raiz um caráter de contestação que acabou enfraquecendo. O Acorda Peão quer preservar essa tradição, colocando todo mundo pra sambar e protestar”,diz.
O Acorda Peão sai da rua Francisco Paes, 316, às 10h. E segue pela rua 15 de novembro.
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