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Bolsas de NY fecham em baixa com indicadores econômicos abaixo do esperado

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, em uma sessão volátil, na qual abriram em alta, mas passaram a recuar ao longo do dia. As petroleiras registraram algumas das principais perdas e levaram o subíndice de energia do S&P 500 à principal baixa do dia. A publicação de indicadores nos Estados Unidos reforçou a percepção de que a alta inflacionária começou a pesar na retomada econômica, com destaque para a confiança do consumidor e as vendas de novas moradias, que recuaram.

O índice Dow Jones recuou 0,24%, em 34.312,46 pontos, o S&P 500 caiu 0,21%, a 4.188,13 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,03%, a 13.657,17 pontos.

Analistas avaliam que os riscos inflacionários começam a ameaçar a recuperação da maior economia do planeta. O Conference Board informou nesta terça que o índice de confiança do consumidor nos EUA caiu entre abril e maio, de 117,5 para 117,2, diante da influência do avanço da inflação. Já o Departamento de Comércio americano revelou que as vendas de moradias novas recuaram 5,9% de março a abril, a 836 mil unidades, movimento que, para economistas, também foi influenciado pela alta dos preços.

Diante deste quadro, "as ações dos EUA lutaram para manter os ganhos anteriores, dado que as expectativas dos consumidores mudaram para a ideia de desaceleração do crescimento e suavização das condições do mercado de trabalho para os próximos meses", diz o analista de mercado financeiro Edward Moya, da Oanda.

O setor mais penalizado durante o dia foi o de energia, com o subíndice do S&P 500 recuando 2,04%. O resultado veio mesmo sem uma queda relevante no barril de petróleo. Chevron (-1,65%), ExxonMobil (-2,27%), Baker Hughes (-4,02%) e Occidental Petroleum (-3,19%) tiveram baixas relevantes. Os bancos também registraram quedas, com as ações do Morgan Stanley recuando 0,93%, em dia no qual o chefe da principal corretora da instituição anunciou sua saída. JPMorgan (-1,03%), Goldman Sachs (-1,03%) foram outras ações com perdas relevantes.

Em dia no qual a administração de Washington D.C. protocolou ação judicial antitruste contra a Amazon, as ações da companhia tiveram alta de 0,43%. No caso da empresa, o mercado observa ainda a possível aquisição do estúdio MGM. Os papéis da Alphabet, que controla a Google, avançaram 0,08%, em dia no qual a Alemanha anunciou uma investigação antitruste contra a empresa. Já as ações da Moderna subiram 3,10%, em dia marcado pelo anúncio da eficácia de sua vacina contra a covid-19 em jovens entre 12 e 17 anos.

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