Bolsas europeias fecham majoritariamente em queda

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta segunda-feira, 30, pressionadas por ajustes de fim de mês, de trimestre e de semestre. Além disso, os números mais recentes de inflação da zona do euro reforçaram expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) não adotará novas medidas de estímulo na reunião desta semana. O índice…

Escrito por: Conteúdo Estadão4 min de leitura
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As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta segunda-feira, 30, pressionadas por ajustes de fim de mês, de trimestre e de semestre. Além disso, os números mais recentes de inflação da zona do euro reforçaram expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) não adotará novas medidas de estímulo na reunião desta semana.

O índice Stoxx 600 recuou 0,03% e encerrou a 341,86 pontos. O indicador teve, no entanto, o quarto trimestre seguido de ganhos.

Dados preliminares da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, mostraram que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro continuou em alta de 0,5% em junho ante igual mês do ano passado, abaixo da meta de inflação do BCE, que é de uma taxa ligeiramente abaixo de 2%. O resultado foi o mesmo do mês anterior. Mas a avaliação dos investidores é de que o BCE não relaxará ainda mais a política monetária na reunião marcada para quinta-feira, após as robustas medidas de estímulo anunciadas no começo de junho.

Segundo o RBC Capital Markets, “é difícil de conceber” os dados da inflação de junho “como sendo outra coisa senão neutros (na melhor das hipóteses), ou ligeiramente negativos, para política monetária”. “Salvo qualquer divergência dramática de perspectiva de referência do BCE, o Conselho Executivo deve ficar nos bastidores nos próximos meses, até o momento em que seja possível formar algum tipo de julgamento preliminar sobre os efeitos do pacote mais recente de medidas”, disse o economista-chefe do RBC Capital na Europa, James Ashley, em relatório.

Em Paris, o CAC-40 terminou em queda de 0,32%, a 4.422,84 pontos. No mês, o recuo foi de 2,14%. No trimestre, houve valorização de 0,71% e, no semestre, de 2,95%. A queda ante o dia anterior ocorreu devido a dados macroeconômicos levemente decepcionantes, disse um operador de Paris. Entre eles, o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de Chicago, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM), que caiu e ficou abaixo da expectativa do mercado. Ações de bancos franceses registraram desvalorização, como Credit Agricole (-2,83%) e Société Générale (-1,87%). O BNP Paribas teve leve alta, de 0,27%, em meio à expectativa por um anúncio do Departamento de Justiça dos EUA sobre um acordo referente a supostas violações de sanções.

O FTSE-100, da Bolsa de Londres, recuou 0,20%, para 6.743,94 pontos. No mês, a queda foi de 1,47%, interrompendo uma sequência de duas altas mensais. No trimestre, o índice acumulou ganhos de 2,21%. A queda acumulada no semestre foi de 0,08%. A EasyJet continuou liderando as perdas, com recuo de 6,44%, depois que o Bank of America Merril Lynch cortou a sua recomendação para a ação para “performance abaixo do mercado”.

Em Frankfurt, entretanto, o DAX terminou com ganhos de 0,18%, a 9.833,07 pontos. No mês, as perdas alcançam 1,11%. No trimestre, entretanto, houve valorização de 2,90%. No ano, a alta foi de 2,94%. O mercado obteve algum suporte do crescimento surpreendentemente forte das vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos (+6,1%). Contudo, muitos investidores permaneceram nos bastidores antes do índice de atividade industrial (gerentes de compras) industrial da Alemanha, cuja divulgação está marcada para amanhã, e da decisão sobre política monetária do BCE, que sairá na quinta-feira. Os papéis da Fresenius Medical Care caíram 1,43%, após o Jefferies ter rebaixado a recomendação para a ação. Commerzbank e Deutsche Bank perderam 1,46% e 1,17%, respectivamente, devido a persistentes temores sobre regulação bancária, diluição por causa de aumento de capital e custos potencialmente altos de litígio nos Estados Unidos.

Na Espanha, o Ibex 35 caiu 0,33%, a 10.923,50 pontos. Hoje, o Instituto de Estatísticas da Espanha (INE) informou que as execuções de hipotecas aumentaram 19,5% no primeiro trimestre de 2014 ante igual período do ano passado, outro sinal de que o mercado imobiliário do país ainda não se recuperou por completo. No mês, o índice acumula ganhos de 1,16%. No trimestre, a valorização foi de 5,64%. No semestre, o Ibex 35 registra alta de 10,15%.

O FTSE Mib, da Bolsa de Milão, fechou em queda de 0,17% no dia, a 21.283,03 pontos. No mês, as perdas atingem 1,64%. No trimestre, a queda foi de 1,88%. Entretanto, no semestre, o índice acumula ganho de 12,14%. O PSI 20, da Bolsa de Lisboa, terminou a segunda-feira com perdas de 0,75%, a 6.802,20 pontos. A baixa acumulada no mês é de 4,37%. Já no trimestre ocorreu alta de 10,59%. No semestre, a bolsa registra ganhos de 3,71%.

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