Bilionários da IA lançam projeto que atrai milhares a São Paulo
O projeto Worldcoin já reuniu mais de 400 mil pessoas na capital paulista

Em um projeto que mistura inovação e controvérsia, um grupo de bilionários da inteligência artificial tem atraído milhares de pessoas em São Paulo, oferecendo moedas virtuais em troca da leitura da íris. O procedimento, que promete recompensar os participantes com até R$ 600, tem causado uma verdadeira corrida pelas filas, levantando preocupações sobre segurança digital.
Denominado Worldcoin, o criptoativo gerado por este projeto tem cotação flutuante e, no início da semana, estava avaliado em cerca de US$ 92 (aproximadamente R$ 555). O processo, que exige a coleta da íris — uma característica única como a impressão digital — tem atraído desde caravanas familiares até idosos, com muitos sem entender completamente os riscos envolvidos.
Especialistas em segurança digital têm alertado para os potenciais perigos dessa coleta de dados sensíveis. A íris, sendo um identificador biométrico único, levanta questões sobre a privacidade e o uso indevido dessas informações. No entanto, essa preocupação não tem impedido que centenas de milhares de pessoas se dirijam até os pontos de coleta, como foi observado em uma movimentação intensa na Rua Rosa Pavone, na Penha, zona leste de São Paulo, na terça-feira (22/1).
A operação, que ocorre em locais com identificação discreta da empresa, tem gerado uma mistura de empolgação e desinformação. Embora o número de participantes continue crescendo, a falta de clareza sobre os riscos e as consequências de fornecer dados tão pessoais permanece um alerta importante, que ainda não está impedindo a adesão em massa.
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