Bolsonaro presta depoimento à Polícia Federal
Ex-presidente foi ouvido pela 4ª vez neste ano

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou à Policia Federal por volta das 13h40, em Brasília, onde prestou depoimento no inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado que teria sido articulada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). O inquérito foi aberto em fevereiro pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
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Os investigadores apuram supostas tratativas visando a um golpe de Estado durante reunião do ex-presidente com o senador e com ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). A reunião foi citada por Marcos do Val durante encontro com Moraes.
As suspeitas, no entanto, são de que o senador queria gravar a conversa com Moraes, na busca por uma declaração do ministro admitindo ter, de alguma forma, ultrapassado “as quatro linhas da Constituição”.
Se bem sucedida, a gravação poderia ser usada como argumento para questionar o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em junho, endereços e gabinete de Marcos do Val foram alvo de mandados de busca e apreensão, por determinação de Moraes. À época, o senador criticou a operação e negou ter cometido algum crime.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a agentes da PF que nunca teve relação próxima com o senador Marcos do Val (Podemos-ES).
Bolsonaro afirmou a agentes da PF o que já tinha falado a pessoas próximas: que nunca recebeu ou se reuniu com o senador Marcos do Val ao longo do mandato; que os dois não tinham a menor proximidade e que só se reuniram no dia oito de dezembro de 2022 porque o senador foi levado pelo ex-deputado Daniel Silveira, e que a reunião ocorreu porque ele sempre atendeu a pedidos de reunião dos parlamentares.
Jair Bolsonaro também afirmou que na reunião em dezembro nenhum assunto de conteúdo não republicano foi abordado, tampouco algum plano “tabajara” contra o ministro Alexandre de Moraes, e que dias depois, ao tomar ciência das ideias do senador Marcos do Val, por meio de mensagem do próprio senador, respondeu: “Coisa de maluco”.
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