CPMI do INSS: Presidente do Sindnapi se recusa a responder perguntas
Milton Baptista de Souza Filho chefia entidade alvo de operação da PF

Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), se recusou a responder aos questionamentos do relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), durante depoimento realizado nesta quinta-feira (9).
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Antes da sessão, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus autorizando o silêncio de Souza Filho, reconhecendo elementos que indicam que ele poderia ser tratado como investigado, apesar de ter sido convocado como testemunha.
O Sindnapi, alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, é foco de investigação da oposição devido à sua ligação com José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, diretor vice-presidente da entidade e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o depoimento, a CPMI questionou o crescimento de 564% nos valores repassados pelo INSS ao Sindnapi entre 2020 e 2024, passando de R$ 23,2 milhões para R$ 154,7 milhões.
Embora a entidade esteja entre os alvos de investigação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU), Frei Chico não consta entre os investigados.
A oposição critica a relação entre o Sindnapi e o governo federal, enquanto a base aliada defende que a CPMI deve focar em entidades que não têm vínculos com o presidente.
A sessão desta quinta-feira foi marcada por tensões políticas, com a oposição cobrando explicações sobre o uso de recursos públicos e a base aliada defendendo a autonomia das entidades sindicais.
O caso continua a ser acompanhado de perto, com repercussões no cenário político nacional.
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