Haddad cria área com velocidade de 30 km/h
Após criar 12 áreas na capital com velocidade máxima de 40 km/h, a gestão Fernando Haddad (PT) implementou na segunda-feira, 11, a primeira “Área 30” de São Paulo, em um quadrilátero de 1,4 km² na Lapa de Baixo, na zona oeste da cidade. Agora, os motoristas que circularem pelo perímetro que fica entre um trecho da Marginal do Tietê, as Avenidas…

Após criar 12 áreas na capital com velocidade máxima de 40 km/h, a gestão Fernando Haddad (PT) implementou na segunda-feira, 11, a primeira “Área 30” de São Paulo, em um quadrilátero de 1,4 km² na Lapa de Baixo, na zona oeste da cidade. Agora, os motoristas que circularem pelo perímetro que fica entre um trecho da Marginal do Tietê, as Avenidas Ermano Marchetti e Santa Marina e a Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) terão de respeitar o limite de 30km/h. Nas vias principais, a velocidade não será reduzida.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o objetivo da medida é “reduzir os riscos de acidentes, promovendo o compartilhamento seguro e harmonioso do espaço viário entre os diferentes modos de deslocamento dos cidadãos”. A empresa municipal responsável pela gestão e fiscalização do trânsito na cidade afirma que a velocidade de 30 km/h faz com que o risco de morte caia à metade, em relação aos 40 km/h, em caso de atropelamentos.
Ainda de acordo com a CET, o trecho da Lapa de Baixo foi escolhido para receber a “Área 30” porque “concentra grande volume de pedestres, oriundos do transporte coletivo por ônibus e por trem”. O perímetro é formado por ruas predominantemente residenciais de um lado e galpões industriais de outro. A região não inclui, por exemplo, a Rua 12 de Outubro, famoso centro de compras do bairro, e as áreas onde ficam o Mercado Municipal da Lapa, a Estação Lapa da CPTM e o Poupatempo. Nesse perímetro, o limite permanece em 40 km/h.
A CET afirma que as ruas que terão velocidade reduzida também estão no itinerário de ônibus e lotações municipais. Segundo a companhia, será feito um monitoramento do desempenho do trânsito na região com a mudança no limite de velocidade e os resultados obtidos serão avaliados para uma possível ampliação da medida. Até o momento, não há previsão de criação de outras “Áreas 30” na cidade.
Sinalização
A partir de agora, a região terá reforço na sinalização, com placas e banners alertando para o novo limite e para a fiscalização eletrônica de velocidade. A CET afirma ainda que a maioria das vias ali é classificada como “local” e, por determinação do Código de Trânsito Brasileiro, a velocidade máxima deve ser de 30 km/h. “Como a maioria dos motoristas não sabe em que tipo de via está transitando, a sinalização instalada será de grande valia para a utilização de uma velocidade compatível com o uso do solo e a grande circulação de pedestres”, afirma a companhia.
O consultor de engenharia de tráfego Flamínio Fichmann explica que áreas com limite de velocidade de 30 km/h existem em outras cidades do mundo, como Londres e Paris, mas que a escolha do perímetro deve ser bem estudada e respaldada por números.
“Esse é um conceito importado que alguns países adotam para unificar o limite de velocidade em áreas estreitas, com grande concentração de pedestres e predominância de tráfego local. Estranho que a área com maior fluxo de pedestres, onde ficam o terminal de ônibus e a estação de trem, esteja fora desse perímetro”, diz.
Morador da região atingida pela medida, o gerente de vendas Diogo Zazula, de 26 anos, aprovou a redução da velocidade para 30 km/h. “Na minha rua (Engenheiro Aubertin), o principal é que os ônibus e as lotações passam em alta velocidade.
Uma senhora já morreu atropelada aqui”, disse. “Acho válida a mudança, porque as calçadas são estreitas e os carros passam em alta velocidade. Mas tem de fiscalizar”, afirmou o chaveiro Valter Costa, de 24 anos, que trabalha na região.
A medida faz parte do Programa de Proteção à Vida (PPV), lançado por Haddad para diminuir o número de acidentes, reduzindo o limite de velocidade das vias, como nas Marginais do Pinheiros e do Tietê, e criando, até hoje, 12 áreas com velocidade máxima de 40 km/h, incluindo trechos de Santana, Brás, Bela Vista e Moema.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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