Câmara mantém prisão de deputado, suspeito no caso Marielle Franco
Decisão da CCJ será levada ao plenário, após votação apertada.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deliberou pela manutenção da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Agora, o tema avança para análise no plenário, onde a palavra final sobre a detenção do parlamentar será proferida.
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A decisão do colegiado ocorre mais de duas semanas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar a prisão preventiva de Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, e o delegado Rivaldo Barbosa, em 24 de março.O placar da votação na CCJ registrou 39 votos a favor e 25 votos contrários à manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, havendo também uma abstenção.
O resultado apertado era previsto, especialmente porque deputados da oposição já articulavam nos bastidores a possibilidade de rejeitar a prisão de Chiquinho Brazão como forma de enviar um sinal ao Judiciário sobre a independência do Legislativo e em defesa das prerrogativas parlamentares. Alguns interpretaram o momento como uma oportunidade para debater os critérios que fundamentam a prisão de um parlamentar no exercício do mandato. O Partido Liberal (PL), com a maior bancada na casa, orientou sua bancada a rejeitar a prisão de Brazão.
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