Candidatos do PT são alvos de ofensas e ameaças com arma de fogo em Caraguá
O suspeito do crime, que tem licença para usar armas, chegou a disparar quatro vezes para o alto e fugiu


O candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) à prefeitura de Caraguatatuba, José Mello, e outras duas candidatas e dois membros do partido foram alvos de ofensas e ameaças com arma de fogo na noite de sexta-feira (16). O grupo estava em campanha quando o crime aconteceu. O suspeito, que tem licença para usar arma de fogo, fugiu.
De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado em dois boletins de ocorrência, um deles pelos candidatos, por conta da difamação e outro por testemunhas, por conta dos disparos de arma de fogo.
O caso aconteceu, na última sexta-feira (16), por volta das 20h30, após o candidato a prefeito, José Mello, a candidata a vice-prefeita, Maíra Martins, a candidata a vereadora Cássia Gonçalves, o presidente do PT na cidade, Luan Moreno e o marido de Maíra, Ricardo Martins encerrarem o dia de campanha.
O grupo foi até uma lanchonete no bairro Jardim Britânia, na zona sul de Caraguatatuba. Os candidatos foram reconhecidos por um homem que passou pelo local de carro e fez ofensas aos membros do partido. Ele teria dito que “em Caraguá o PT não se cria”, além de ter chamado os candidatos de “apoiadores de ladrão”. O suspeito também é acusado de chamar José Mello de “candidato burro”.
Em nota, o presidente do PT na cidade afirmou: “A gente encerrou a campanha e paramos para comer um lanche, quando deixávamos o local, um carro parou e o seu ocupante passou a deferir ofensas contra o grupo, atacando o partido com palavras de baixo calão e muito ódio. Evitamos entrar na discussão e continuamos caminhando em direção aos carros”.
Enquanto os candidatos saiam do local, o suspeito teria atirado quatro vezes para o alto, na tentativa de intimidar os membros do partido. Após os disparos, ele fugiu de carro.
No local a polícia apreendeu quatro munições de pistola calibre 9mm.
Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito foi localizado neste domingo (18), na casa onde mora, também em Caraguatatuba. Ele se comprometeu a ir à delegacia para prestar depoimento nesta segunda-feira (19). O homem tem licença para ser praticante de tiro, mas ainda assim a arma que teria sido usada na ação será apreendida pela perícia.
O PT se manifestou pelas redes sociais. O partido afirmou que “A serpente do fascismo continua promovendo ataques físicos e violentos contra o PT e seus líderes”.
A presidente do partido no Brasil, Gleisi Hoffman, afirmou que “No Brasil de [Jair] Bolsonaro, o recurso à violência física contra a oposição está virando lugar comum. Mas isso não pode ser tolerado, é um jogo perigoso. As divergências políticas não podem se tornar oportunidade para a violência física e a tentativa de eliminação do adversário”.
O presidente do PT em Caraguatatuba, Luan Moreno, disse que encara o ato como criminoso “Em nosso entendimento, trata-se de um crime eleitoral, e, portanto exigiremos das autoridades policiais e da Justiça uma resposta à altura para que essa atitude covarde e outras deste tipo não mais aconteçam com qualquer um dos candidatos e candidatas de todos os partidos”, declarou Moreno.
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