Caraguatatuba registra a primeira morte por Dengue em 2015

Vítima tinha 39 anos e morreu em menos de 24h após dar entrada na UPA

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Mulher de 39 anos é a primeira morte registrada por dengue

Divulgação

A Prefeitura de Caraguatatuba informou que nesta quarta-feira (28), foi registrado a primeira morte por Dengue em 2015 na cidade. Segundo o Executivo, uma moradora de 39 anos do bairro do Perequê-Mirim foi a óbito por dengue hemorrágica em menos de 24h após dar entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e ser transferida para a Casa de Saúde Stella Maris.

A morte ainda não foi notificada pela secretaria de Saúde do Estado, mas a secretaria de Saúde de Caraguatatuba confirma o falecimento pela doença.

Segundo a secretaria de Saúde, até a última terça-feira (27), foram registrados 687 notificações em 2015. Destas, 313 foram positivas, 342 negativas e 32 estão em investigação. A pasta informou ainda que em 2014 foram registradas três mortes por dengue em Caraguá e que a cidade está em estado de emergência, mas não com epidemia.

De acordo com a prefeitura, neste verão está sendo intensificado a eliminação de criadouros. Nesta quinta-feira (29), a previsão é de que as equipes passem pelos bairros Casa Branca, Martim de Sá e Rio do Ouro com bloqueio mecânico e Jaraguazinho para finalizar a nebulização.

Os bairros Olaria e Jaraguazinho também foram foco destas ações na última quarta-feira (28). Cerca de 30 funcionários, entre agentes de controle de zoonoses e agentes comunitários de Saúde, percorreram estes locais.

No bairro Olaria, as equipes fizeram bloqueio mecânico nos imóveis com eliminação de criadouros e orientações aos moradores. No Jaraguazinho, a mesma atividade ocorreu na terça-feira e, na quarta-feira, o local passou por nebulização.

A secretária de Saúde, Marina de Fátima de Oliveira e a secretária adjunta Luciana Fadel acompanharam os trabalhos. Segundo Marina, “a população precisa sim fazer a sua parte, mas que sem o trabalho de todos os agentes, o combate ao mosquito não será possível”.

De acordo com as equipes, os principais focos de proliferação do mosquito ainda são garrafas, baldes, pneus e vasos. A agente comunitária de Saúde da UBS Perequê-Mirim, Sônia Ferreira, afirma que os cuidados devem ser estendidos até mesmo às plantas. “Encontramos muitas larvinhas dentro de uma bromélia. Sempre recomendamos que estas sejam regadas somente na raiz, mas muitos ainda jogam água por cima”, diz.

Desde o início do ano, a secretaria de Saúde e secretaria de Serviços Públicos já realizaram Operações Cata-Treco nos bairros do Perequê-Mirim e Pegorelli. Bloqueios mecânicos e químicos foram feitos no Pegoreli e Travessão.  Na primeira semana de fevereiro, as ações seguem na Região Sul, nos bairros do Travessão e Perequê-Mirim.

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