CBAt cancela a realização do GP Brasil de Atletismo após 30 anos
Realizado anualmente desde 1985, o GP Brasil de Atletismo, principal evento internacional sediado no País, não será realizado em 2015. Nesta terça-feira, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) informou o cancelamento da competição alegando que não encontrou interessados em patrociná-lo nem na iniciativa privada, nem em órgãos públicos. A…

Realizado anualmente desde 1985, o GP Brasil de Atletismo, principal evento internacional sediado no País, não será realizado em 2015. Nesta terça-feira, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) informou o cancelamento da competição alegando que não encontrou interessados em patrociná-lo nem na iniciativa privada, nem em órgãos públicos. A entidade é patrocinada pela CAIXA.
Em meados de junho, a quatro dias do dia previsto para a realização do GP Brasil, a CBAt anunciou que havia conseguido autorização para adiar o evento para o dia 13 de setembro. À época, a competição foi marcada para Arena Caixa, em São Bernardo do Campo (SP), que em maio já recebeu o Troféu Brasil.
O governo do Estado de São Paulo havia se comprometido a pagar pelo evento. Em 12 de maio, a Secretaria Estadual de Esporte de São Paulo (SELJ), assegurou, em nota, “que estão previstos repasse de R$ 1.543.035,00 para o Grande Prêmio Internacional Caixa São Paulo de Atletismo”. O órgão estadual, entretanto, tem efetuado cortes na sua programação de eventos.
Realizado anualmente desde 1985, o GP Brasil estava agendado para ser realizado pela 10.ª vez (a terceira consecutiva) no Mangueirão, em Belém. O governo do Pará, entretanto, avisou que não dispunha de recursos para apoiar o GP, que no ano passado custou ao menos R$ 1,6 milhão ao Estado.
A CBAt então passou para o “Plano B”, que era utilizar a verba prevista para o GP São Paulo para organizar, em setembro, o GP Brasil. Como o GP de Uberlândia (MG) foi cancelado, por falta de verbas, e o Pará recusou apoiar o GP Brasil, não havia como realizar somente o GP São Paulo, uma vez que os três eventos rateavam custos.
A CBAt não explicou se vai conseguir manter a chancela da série World Challenger, que dura desde 1990. O circuito é o segundo mais importante do mundo, atrás apenas da Diamond League. “Entendemos, então, que 2015 será apenas uma pausa e que no ano que vem estaremos novamente no circuito da IAAF”, argumenta o presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho.
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