Crise em países parceiros comerciais do Brasil afeta aeroporto de S. José
Aeroporto teve queda no número de pousos e decolagens e passageiros


Aeroporto teve queda no número de pousos e decolagens e passageiros
Flavio Pereira/Meon
O aeroporto de São José dos Campos começou 2015 sem nenhuma companhia aérea operando no terminal e amarga queda nos números de pousos e decolagens e importações e exportações em 2014, na comparação com 2013. Para a SDECT (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia), a crise em países parceiros do Brasil influenciou nos números do ano passado.
“Os números de 2014, sobretudo os referentes às exportações, são também o reflexo do contexto econômico observado em importantes parceiros comerciais do Brasil como a China, a União Europeia e a Argentina”, diz a nota da pasta.
A comparação de 2014 para o ano anterior preocupa. O número de pousos e decolagens no aeroporto caiu de 16.133 para 14.990, a queda de passageiros no terminaram foi de 160.229 para 85.6489 e as cargas e descargas diminuíram de 28.107, para 15.120. Em 2013, foram importados 1.046 produtos e no ano passado o número caiu para 772. As exportações diminuíram de 1.223, para 342.
Os números são ainda mais preocupantes se considerar que o aeroporto passou recentemente por uma ampla reforma. A Infraero investiu R$ 16,68 milhões na modernização do terminal e a área de embarque e desembarque, que antes era de 882 metros quadrados, ficou cinco vezes maior, com 5,9 mil metros quadrados. Com isso a capacidade de atendimento passou de 200 mil para 500 mil passageiros ao ano.
O aeroporto que começou a ser reformado em junho de 2013 e entregue em setembro, também recebeu novos guichês de check-in, salas comerciais e a capacidade de atender até três voos simultâneos.
Apesar da modernização, em 20 de dezembro do ano passado, a Azul Linhas Aéreas, única companhia aérea que operava no aeroporto, encerrou suas atividades em São José alegando o baixo movimento apresentado no terminal, tornando as operações economicamente inviáveis.
Desde então, a Prefeitura de São José dos Campos está buscando parcerias com outras empresas que possam operar voos na cidade.”A SDECT entrou em contato com diversas companhias aéreas para apresentar todas as potencialidades do Aeroporto Internacional de São José dos Campos, considerado recentemente pela consultoria Urban Systems como o terminal regional com maior potencial de desenvolvimento do Brasil”, diz a nota da pasta.
“O aeroporto da cidade tem um potencial de crescimento muito grande, podendo ser uma central de distribuição de turismo para todo o Vale do Paraíba e um vetor para os negócios de São José dos Campos e a região do Vale do Paraíba”.
Para a SDECT, a vantagem do aeroporto de São José em relação a outros terminais é essencialmente logística. “O município tem uma localização estratégica, no eixo Rio-São Paulo, relativamente perto de Belo Horizonte e próximo aos portos de Santos e São Sebastião. Passam por aqui algumas das principais rodovias do país, como a Dutra, a Carvalho Pinto e a Tamoios”
Além do otimismo, a SDECT também aguarda a aprovação da nova Medida Provisória para o Programa de Aviação Regional. A votação da proposta estava prevista para acontecer em 1º de janeiro deste ano, mas ainda não foi votada.
“Considerando a logística adequada, e o fato de que o Vale do Paraíba tem uma população de cerca de dois milhões de habitantes, existem argumentos sólidos o suficiente para justificar a instalação de uma ou várias companhias áreas no terminal de São José dos Campos, independentemente da aprovação do programa de incentivo à aviação regional”, conclui a nota.
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