Décima geração do Civic virá até setembro
Novo modelo chega com inéditos motor 1.5 turbo de 173 cv e câmbio automático CVT


10ª geração do Civic chega ao Brasil até setembro
Divulgação
Nem comportamento “à la barca” americana, nem forte apelo esportivo: na décima geração do Civic, a Honda chegou ao meio termo. No novo sedã, que será lançado no Brasil entre o fim de agosto e o início de setembro, não há a pegada apimentada do modelo de 2006, nem o ajuste mole, um tanto anestesiado, da versão vendida aqui até agora. O médio traz as diretrizes de conforto do segmento em uma interpretação bem gostosa de dirigir.
Enquanto a nona (e, no País, atual) geração é uma evolução da plataforma da oitava, a próxima é totalmente nova, o que torna o próximo Civic uma ampla evolução em relação aos oferecidos nos últimos dez anos. A cereja do bolo é o motor 1.5 turbo, com injeção direta de combustível. No Brasil, o quatro-cilindros estará na versão de topo. O 1.8 sairá de cena e o 2.0 flexível (que deverá ser atualizado) equipará as opções mais simples.
O 1.5 turbo a gasolina entrega 174 cv e 22,5 mkgf de torque a partir de 1.800 rpm. O sedã que será produzido em Sumaré (SP) estreará com o propulsor importado dos EUA. Sua versão nacional (flexível) está em desenvolvimento, mas ainda não há previsão de data de lançamento, segundo informações da Honda.
E pela primeira em um carro feito no Brasil, haverá combinação de motor turbo e câmbio automático CVT, com relações continuamente variáveis. Trata-se de uma evolução da transmissão utilizada nos compactos Fit e City, que ganhou conversor de torque com duplo amortecedor.
O objetivo, de acordo com a fabricante, é reduzir o “turbo lag”, como é chamado o intervalo entre o início da aceleração e a entrega total de potência.
Na prática, foi possível constatar a progressividade das acelerações em um trecho de serra entre Santa Mônica e Malibu, na Califórnia. O câmbio do novo Civic entrega mais agilidade que os CVT convencionais, mas, ainda assim, não deixa o motor 1.5 turbo entregar todo seu vigor.
Ao pisar no acelerador com leveza, o sedã se mostra ágil para ganhar velocidade sem os trancos típicos das caixas automáticas. Como o câmbio tem infinitas relações, as sete marchas são virtuais. Mas falta aquele ímpeto, quase um impacto, comum nos carros turbinados quando o torque atinge sua plenitude, ainda em baixa rotação.
O senão ocorre quando o pedal do acelerador é pressionado com força até o fim do curso, como, por exemplo, em ultrapassagens. Nesse caso, o Civic carece de respostas mais firmes.
Para os afeitos aos potentes motores turbo, poderá parecer que falta agilidade ao novo sedã. Já os donos do atual sedã com o 2 0 aspirado e o câmbio automático convencional perceberão que o novo Civic é bem mais rápido e eficiente na hora de acelerar.
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