Dia das Mães: Conheça a história de Maria José, mãe forte que está vencendo a luta contra o câncer

Ela adotou sua filha Samanta quando tinha seis anos de idade

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Neste domingo (9), é comemorado o Dia das Mães, data que homenageia as mulheres fortes que dão a vida por seus filhos.

Uma dessas mulheres é a Maria José Lopes, joseense de 63 anos, carinhosamente chamada de Duda, que descobriu um câncer no reto em 2019. Ela é uma daquelas mãezonas corujas, que cuida e se preocupa com a filha Samanta Lopes, de 25 anos, sua única companheira desde que ficou viúva.

As duas moram juntas e cuidam uma da outra com muito amor e zelo. Duda conta que quando descobriu o câncer foi muito assustador, mas sempre buscou e confiou em Deus e teve o apoio da família para superar esse momento difícil.

No início do diagnóstico e tratamento, a sua filha Samanta entrou em pânico, pois como ela foi adotada com seis anos de idade e passou por inúmeras perdas e momentos difíceis, ficou muita assustada de perder sua mãe e de ficar sozinha.

“Não foi fácil para nós duas, mas o amor enorme que nutro por ela foi o que me ajudou neste momento e me deu força para seguir em frente”, diz Maria José.

Nos momentos de desespero e dor, a vontade de chorar tinha que ser substituída pela coragem, pois Maria José não podia demonstrar para a filha o medo de partir e deixa-la. No início do tratamento, Samanta ficou muito triste e preocupada, por isso a supermãe substituía sua dor pela força de tentar passar para a filha que ia ficar tudo bem.

Maria José conta que teve muitos momentos de fraqueza e medo durante o tratamento, mas sua fé e família sempre foram a luz para ela.

“Mas eu sempre acreditei que venceria o câncer”, disse Maria José.

Para Duda, ser mãe é acreditar que todos podem superar seus medos e fraquezas bem como os obstáculos que surgirem. “É confiar e acreditar em Deus, ter fé. É não se deixar abater”, diz.

A dona de casa ainda não finalizou este ciclo da luta contra o câncer, pois segue fazendo os exames periodicamente, mas já sente uma vencedora por ter chegado até aqui e conseguido reverter o quadro com os tratamentos.

Mãe, filha e adoção

Maria José conta que o amor pela sua filha, Samanta, começou quando ela tinha mais ou menos 4 anos. “Eu me apaixonei assim que a vi. Conheci ela através de uma amiga que me apresentou o trabalho voluntário em orfanatos aqui na cidade”, conta.

Dois anos depois, após muita batalha judicial, Duda conseguiu a guarda permanente da filha, quando ela tinha seis anos.

“Hoje temos uma relação de muito cuidado, zelo e amor uma com a outra. Somos companheiras, parceiras e ela é o melhor presente que Deus me deu, meu maior tesouro”, conclui Maria José.