Eduardo Bolsonaro diz que não consegue, mas faz live sobre leite condensado enquanto dirige
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) gravou uma live para suas redes sociais enquanto dirigia um carro nesta quarta-feira (27). Ao fim da transmissão de mais de seis minutos ele diz que não consegue pilotar e fazer live ao mesmo tempo e então encerra a gravação. Enquanto dirige, o deputado reveza o olhar…

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) gravou uma live para suas redes sociais enquanto dirigia um carro nesta quarta-feira (27). Ao fim da transmissão de mais de seis minutos ele diz que não consegue pilotar e fazer live ao mesmo tempo e então encerra a gravação.
Enquanto dirige, o deputado reveza o olhar entre a tela do celular e a pista. Ele também tira uma das mãos do volante enquanto dirige para iniciar e encerrar a gravação.
Desde 2016, o uso de celular no momento de dirigir configura infração gravíssima, com previsão de perda de sete pontos na carteira e multa de R$ 293,47. Caso flagrado por um agente de trânsito dirigindo com apenas uma das mãos enquanto manuseia o celular com outra, o deputado poderia ser punido.
Além disso, o portal do Detran-SP esclarece que “o celular só pode ser usado quando o veículo estiver estacionado. Enquanto o veículo estiver em deslocamento ou parado (seja semáforo ou congestionamento, por exemplo), o aparelho pode ser utilizado somente na função GPS e deve ser fixado no para-brisa ou no painel dianteiro em suporte adequado”.
O pai de Eduardo, o presidente Jair Bolsonaro, é reincidente em infrações de trânsito na frente das câmeras. Em novembro, como revelou o Painel, desfilou pelas ruas da cidade com a porta do carro aberta e com o corpo para fora.
Em abril de 2019, ele deu volta de moto por Guarujá (SP) e cometeu infração gravíssima ao pilotar com capacete apoiado na testa.
Eduardo Bolsonaro gravou a live com o intuito de tratar do gasto de R$ 1,8 bilhão do governo federal em alimentos e bebidas no ano de 2020. Mais especificamente, o deputado trata do gasto de R$ 15 milhões em leite condensado, pelo qual Bolsonaro tem sido criticado. Os valores foram revelados pelo portal Metrópoles.
Eduardo diz que as críticas se devem à perseguição da esquerda e que são meias-verdades, já que as cifras se referem ao custo anual com produtos alimentícios de todo o governo federal. Ele também aponta que a maior parte dos gastos com leite condensado foi empregada pelo Ministério da Defesa.
“A gente sabe que o leite condensado é um item calórico, muito bem-vindo para quem tem muita atividade física. É usado para fazer bolo e para fazer vários outros tipos de alimento. Muito comum na mesa do brasileiro”, diz.
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