Egito torna crime desrespeito à bandeira e hino nacional
O atual presidente interino do Egito tornando uma desonra à bandeira egípcia e não ficar em pé para o hino nacional um crime, punível com penas de até um ano de prisão e uma multa de mais de US$ 4.000, afirmou o porta-voz do governo Ihab Badawi neste sábado. Badawi afirmou a repórteres que o decreto estabelece que o hino e a bandeira nacional…

O atual presidente interino do Egito tornando uma desonra à bandeira egípcia e não ficar em pé para o hino nacional um crime, punível com penas de até um ano de prisão e uma multa de mais de US$ 4.000, afirmou o porta-voz do governo Ihab Badawi neste sábado.
Badawi afirmou a repórteres que o decreto estabelece que o hino e a bandeira nacional são “símbolos do Estado, que devem ser respeitados e tratados com veneração.” O decreto aumentou as penas sugeridas a partir do final do ano passado, que tinham fixado um prazo de até seis meses de prisão e multas de US$ 700. O decreto também proíbe o levantamento da bandeira se for rasgada, sua cor desbotada, ou com desenho distorcido.
Criminalizar o desrespeito dos emblemas nacionais parece enraizado na recente controvérsia em torno da bandeira nacional e do hino durante os três últimos anos de turbulência no Egito.
O hino nacional foi tema de debate quando legisladores islâmicos no Parlamento eleito pela primeira vez após a queda do antigo autocrata Hosni Mubarak em 2011 se recusaram a ficar de pé quando ele foi tocado. Na interpretação de alguns ultraconservadores, a demonstração de respeito é reservada apenas para Deus. Outros se recusaram a ficar de pé para o hino, porque, segundo eles, centenas de pessoas foram mortas nas mãos da polícia.
A bandeira, proeminente durante a maior parte de recentes protestos no Egito, foi rasgada por manifestantes, ao mesmo tempo em que eram levantadas bandeiras de facções. Depois da queda de Mubarak, alguns também discutiram mudar a bandeira.
O Egito está enfrentando uma crescente onda de fervor nacionalista após a deposição do presidente islâmico Mohammed Morsi pelo Exército em julho. Fonte: Associated Press.
Posts Relacionados

Visto americano: nova regra limita a três as mudanças em entrevistas

Padre morre após ser atingido por cruz durante missa transmitida ao vivo no Equador

Papa Leão XIV recebe alta hospitalar após cirurgia para tratar câncer de pulmão
