Documentário “O Chamado do Oceano”, dirigido por cineasta joseense, ganha projeção internacional e chega à COP30
Curta-metragem que une surf e preservação ambiental foi selecionado para a Conferência do Clima da ONU e concorre a prêmio no Festival Internacional de Cinema de Surf de Anglet, na França

Um documentário brasileiro que nasceu da paixão pelo surf e pelo oceano está conquistando espaço no cenário internacional. O curta-metragem “O Chamado do Oceano”, dirigido pelo jovem cineasta joseense Luiz Paulo Lopes, foi selecionado para exibição na COP30, em Belém (PA), e também é finalista na categoria de Melhor Curta do Festival Internacional de Cinema de Surf de Anglet, na França.
A produção aborda a relação entre os surfistas e o ambiente marinho, trazendo uma reflexão sobre a importância da preservação dos oceanos e os impactos das ações humanas sobre os ecossistemas. Por meio dos relatos de três pessoas ligadas ao universo das ondas, o filme constrói uma narrativa sobre consciência ambiental, responsabilidade e conexão com a natureza.
Com imagens registradas em diferentes partes do mundo, o documentário percorre cenários como Okinawa, no Japão, além do Rio de Janeiro, São Paulo e praias de Ubatuba, no Litoral Norte paulista. As cenas mostram a beleza dos oceanos, mas também evidenciam a necessidade de proteger esses ambientes.
A participação na COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, coloca a produção brasileira em um dos principais espaços de debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
“É uma oportunidade ímpar de levar a produção e o olhar sustentável brasileiro para uma vitrine global de prestígio, fortalecendo a presença do nosso cinema no cenário mundial”, destaca Luiz Paulo Lopes.
Da infância com stop motion ao cinema internacional
Formado em Cinema e Audiovisual pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Luiz Paulo Lopes começou sua relação com o audiovisual ainda na infância. Aos 10 anos, produzia seus primeiros vídeos de forma autodidata utilizando a técnica de stop motion.
Antes de dirigir “O Chamado do Oceano”, o cineasta construiu trajetória na produção de videoclipes e trabalhos ligados à música, incluindo projetos com bandas como Viper, Naimaculada e o Brutal Brega, idealizado por João Gordo.
No documentário sobre o oceano, Luiz Paulo atuou como diretor, montador e editor, em um projeto desenvolvido em parceria com colegas da faculdade.

Trilha sonora criada em família
Um dos diferenciais da produção está na trilha sonora original, criada em uma parceria entre o diretor e seu pai, João Marcio Francis, guitarrista joseense com trajetória na música brasileira e integrante da banda de thrash metal Attomica.
A colaboração entre pai e filho deu ao filme uma identidade sonora própria, reforçando a ligação afetiva presente no projeto.
Reconhecimento na França
Além da participação na COP30, “O Chamado do Oceano” disputa reconhecimento internacional no Festival Internacional de Cinema de Surf de Anglet, realizado entre os dias 19 e 22 de agosto de 2026, na Costa Basca francesa.
Considerado um dos principais eventos do gênero no mundo, o festival reúne atletas, cineastas, produtores e representantes da cultura do surf de diversos países.
A seleção do curta coloca uma produção brasileira, com forte ligação com o litoral paulista e o Vale do Paraíba, no centro das discussões globais sobre cultura, esporte e preservação ambiental.

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