Entrevista: Chef Claudio Moraes faz sucesso com bistrô no quintal de casa

O professor e chef de culinária Claudio Moraes, de São José dos Campos, tem em seu quintal um dos espaços gastronômicos mais concorridos da cidade. Todas as sextas e sábados, sua casa no Jardim das indústrias, zona sul, recebe lotação máxima para degustar o cardápio de entrada, prato principal e sobremesa que são servidos no espaço adaptado.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Chef Claudio Moraes, do Le Quintal

Arquivo pessoal

O professor e chef de culinária Claudio Moraes, de São José dos Campos, tem em seu quintal um dos espaços gastronômicos mais concorridos da cidade. Todas as sextas e sábados, sua casa no Jardim das Indústrias, zona sul, recebe lotação máxima para degustar o cardápio de entrada, prato principal e sobremesa que são servidos no espaço adaptado.

Trata-se do Le Quintal (rua Francisco Braulio Filho, 90, Jardim das Indústrias, São José dos Campos), nome apropriado para o bistrô que Moraes montou nos fundos de casa. Com eventos restritos a 20 pessoas no máximo, o chef criou um ambiente informal que destaca-se pela exclusividade.

Em entrevista ao Meon, Moraes conta de onde surgiu a ideia de promover os encontros e como a gastronomia o ajudou a se recuperar de um infarto que adiantou sua aposentadoria.

Como começou essa história de receber os clientes no quintal de casa?
Sempre reuni parentes e amigos em casa para encontros aos finais de semana. O esquema era muito parecido com o que eu faço agora. Cada um trazia sua bebida de preferência e a gente pedia uma pizza ou outra opção por telefone. Até que eu resolvi cozinhar, as pessoas foram gostando e isso se tornou um hábito. No final de 2009, tivemos a ideia de montar um espaço gastronômico que remetesse a esses encontros familiares. Foi assim que surgiu o Le Quintal.

Qual a diferença do seu espaço para um bistrô convencional?
Buscamos ao máximo manter esse clima de informalidade. Digo que aqui a comida é um pretexto para proporcionar boas conversas. Aqui a pessoa não senta, come e vai embora. Ela chega, bate um papo, conhece outras pessoas. Eu mesmo enquanto cozinho não fico isolado, a cozinha é aberta e todo mundo pode acompanhar o processo e perguntar à vontade.

De que forma as pessoas ficam sabendo dos encontros?
No início de cada semana nós enviamos o cardápio da sexta-feira e do sábado para uma lista com todos os nossos clientes e amigos. Os interessados fazem a reserva. Fechamos em 20 pessoas no máximo porque é o que a casa suporta. Todos os dias trabalhamos com lotação máxima. O preço varia de acordo com o cardápio, mas fica na média de R$ 70. O convidado ainda pode trazer a bebida de preferência.

Você fez carreira como professor. De onde veio o talento para a culinária?
Eu cozinho desde pequeno. A inspiração veio de casa mesmo, meu pai era chef de cozinha em um restaurante industrial enquanto minha mãe dava aulas de arte culinária. Assim eu acabei aprendendo. Depois de me aposentar como professor, a culinária deixou de ser um hobby para se transformar na minha fonte de renda.

Hoje como você encara seu trabalho?
Me aposentei depois de sofrer um infarto. Fiquei um ano me recuperando e agora, até por indicação médica, não posso me estressar muito com o trabalho. Por isso, faço as coisas de uma maneira relaxada, como se ainda fosse um hobby. Não tenho pretensões de abrir um espaço maior também por causa disso. Hoje trabalho com o que me faz bem e me mantenho próximo de pessoas que eu gosto.

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