Escolas da RMVale promovem inclusão de alunos com deficiência
Os dados sobre educação especial do Censo da Educação Básica no Brasil de 2013, divulgado no último dia 21 de março pelo Inep (Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas sobre Educação), mostram que o país tem 843.342 crianças com algum tipo de deficiência física ou intelectual na escola, 77% em salas comuns, junto com outros alunos da mesma idade na rede pública de ensino.


Rede Municipal de Ensino em São José atende crianças com defiência múltipla
Warley Leita/Meon
Os dados sobre educação especial do Censo da Educação Básica no Brasil de 2013, divulgado no último dia 21 de março pelo Inep (Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas sobre Educação), mostram que o país tem 843.342 crianças com algum tipo de deficiência física ou intelectual na escola, 77% em salas comuns, junto com outros alunos da mesma idade na rede pública de ensino.
“Em 1996, nós fomos desafiados a incluir essas crianças na educação regular. São José dos Campos tinha apenas algumas classes especiais, longe das outras crianças. Demorou para a sociedade entender a proposta, mas de 2006 para cá, quase todas nossas escolas têm crianças com algum tipo de deficiência em sala de aula”, conta a coordenadora da divisão de Educação Especial da Secretaria de Educação de São José dos Campos, Eliana Sodré.
Nas principais cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba), quase todas as escolas públicas tem alunos denominados especiais. Em São José dos Campos são aproximadamente 3 mil crianças de educação especial. Jacareí tem cerca 1 mil e Taubaté tem pouco mais de 1,3 mil alunos. Cerca de 75% desse total, está em salas de aula normais da rede municipal.
Em 2009, primeiro ano em que o Inep contabilizou no censo os alunos com deficiência fora da sala especial, havia pouco mais de 387 mil estudantes incluídos em turmas regulares no país. Hoje são quase 649 mil alunos em salas comuns, a maioria cursando o ensino fundamental.
Inclusão
Gabriel e Gustavo, ambos com 8 anos, são gêmeos e frequentam juntos o 3° ano da escola municipal Elza Regina Ferreira Bevilacqua, em São José. Gustavo tem síndrome de West, um mal que causa convulsões e diversas limitações neuromotoras. Apesar da deficiência, frequenta desde os cinco anos de idade, ao lado do irmão, escolas públicas da cidade.
“Foi uma decisão difícil colocar ele na escola normal, eu tinha medo, preconceito, não entendia como funcionava. Mas hoje eu posso afirmar que não existe nada melhor. Depois da escola, nunca mais teve convulsões”, afirma a mãe, Anaí Arantes da Silva Soares, 30 anos.
De acordo com Eliana Sodré, a convivência em sala de aula é uma experiência importante para todos os alunos. “A escola forma pessoas para viver em sociedade e não só para ler e escrever. Todos aprendem muito com os colegas com deficiência, aprendem a conviver e a não ter preconceito”.
Na sala de aula, professores e estagiárias são acompanhadas por uma equipe da divisão de Educação Especial da prefeitura que orienta as profissionais, tira dúvidas e acompanha a evolução das crianças com deficiência nas escolas. “Uma das atividades que o Gustavo mais gosta é música. Sempre fazemos atividades com ele, e ele expressa com olhar e gestos o quanto gosta de participar” conta a auxiliar de educação Bernadete Katagi, que acompanha Gustavo no vídeo abaixo.
Apesar da inclusão em salas comuns, ainda existem classes especiais apenas para deficientes, tanto na rede pública, quanto na particular de ensino no Brasil. “Quando a criança demanda atenção mais delicada, com acompanhamento de profissional de saúde, realmente é aconselhada a sala só para alunos especiais. Por outro lado, na maioria dos casos, mesmo com deficiências múltiplas, a inclusão na sala regular é altamente recomendada. Se os pais tiverem dúvidas sobre colocar ou não seus filhos com deficiência na escola, aconselho procurar o médico da criança e visitar uma escola pública perto de casa para conhecer o trabalho e infraestrutura do local”, afirma a especialista.






















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