Estado anuncia repasse de R$ 2 milhões para duas unidades hospitalares da RMVale

Maior parte do montante (R$ 1,5 milhão) será destinada ao GACC de São José

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Apenas o GACC receberá R$ 1,5 milhão

Reprodução Facebook

O GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer) de São José dos Campos e a Santa Casa de Aparecida receberão juntos R$ 2 milhões do governo estadual. O montante será repassado às unidades hospitalares como verba extra. A informação foi anunciada pela Secretaria de Estado de Saúde nesta sexta-feira (28), data em que o GACC recebeu a visita da coordenadora de regiões de saúde, Márcia Bevilacqua.

Do total, R$ 1,5 milhão será destinado ao Grupo de Assistência à Criança com Câncer para custeio de de atendimento oncológico. O restante (R$ 500 mil) serão encaminhados à Santa Casa de Aparecida para auxiliar no custeio da UTI adulto, que possui dez leitos.

De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde, desde 2015 o GACC recebeu R$ 1,9 milhão. No mesmo período, foram repassados R$ 13,6 milhões à unidade hospitalar de Aparecida.

Não há informações sobre quando os valores serão enviados para as unidades.

Crise

Desde 2012, o GACC passa por dificuldades financeiras. Em agosto, a entidade anunciou que deixaria de realizar cirurgias infantis de hérnia e fimose, devido ao valor defaso repassado pela Prefeitura de São José.

O Grupo de Assistência à Criança com Câncer realiza mais de 31 mil procedimentos ambulatoriais. Entre outras coisas, são oferecidos diagnósticos e acompanhamentos clínicos. A unidade faz também cerca de 800 tratamentos contra o câncer, como sessões de quimioterapia e mais de 120 cirurgias – incluindo oncológicas.

Já em relação à Santa Casa de Aparecida, realiza mais de 255 mil procedimentos ambulatoriais, como diagnósticos, acompanhamentos clínicos e atendimentos no Pronto-Socorro. A entidade é referência regional, prioritariamente para 17 municípios da região do Vale Histórico e do Circuito da Fé.

As dívidas das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de todo o Brasil deram um grande salto em pouco mais de uma década. Em 2005, o déficit financeiro do setor era de R$ 1,5 bilhão. Em 2018, já estaria em R$ 23 bilhões, segundo a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

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