Ex-funcionários da MWL fazem manifestação por salários e direitos

Cobrança dos pagamentos foram parar na Justiça após desacordo

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Assembléia de funcionários da MWL no Sindicato dos Metalúrgicos (Divulgação)

Assembleia entre sindicato e funcionários

Divulgação

A MWL, de Caçapava, pode ter que pagar R$ 14 milhões de adicionais de insalubridade e periculosidade a trabalhadores e ex-funcionários, que estiveram na empresa entre março de 2005 e abril de 2014.

É o que diz o SindMetal (Sindicato dos Metalúrgicos) de São José dos ampos. O processo ainda está em fase de homologação.

Na manhã desta segunda-feira (6) houve uma manifestação em frente à fábrica.

A cobrança dos pagamentos foram parar na Justiça em 2010, após um desacordo entre a empresa e sindicato, responsável pela ação.

“É inaceitável esse calote que a MWL está tentando aplicar nos companheiros. A direção da empresa simplesmente não está cumprindo uma ordem judicial”, disse o diretor do SindMetal, Rogério Willians de Oliveira.

De acordo com o sindicato, o valor total da ação será dividido entre os funcionários de acordo com o salário, tempo de empresa e direito a ser recebido. Em abril será finalizada a perícia sobre os valores finais, que serão votados em assembleia.

Manifestação

Manifestação de ex-funcionários

Divulgação

“O trabalho na MWL é altamente insalubre e arriscado. Dinheiro nenhum no mundo compensa a saúde que os trabalhadores perderam na fábrica, mesmo assim é preciso que a empresa arque financeiramente com este prejuízo”, disse. “O trabalho na MWL é altamente insalubre e arriscado. Expõe os trabalhadores a radiação, produtos químicos e altas temperaturas, em áreas como forjamento e aciaria. Portanto, o pagamento desses direitos é mais que devido”, completou.

Outro lado
Por meio de nota, a empresa informou que não vai comentar sobre o processo. “Pelo momento, a Diretoria da MWL Brasil decidiu por não comentar a informação”, diz nota.

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