Fabricantes de pneus investem em novas soluções
Em 2016, todo pneu vendido no Brasil deverá trazer uma etiqueta com dados sobre eficiência para reduzir o consumo de combustível, aderência em piso molhado e nível de ruído. As fabricantes estão investindo pesado e, com isso, quem ganha é o consumidor, que terá à disposição produtos cada vez melhores – ao menos por ora, não há indícios de que as novas tecnologias vão causar alta nos preços.


Pneus brasileiros devem ter etiqueta com informações de desempenho
Divulgação
Em 2016, todo pneu vendido no Brasil deverá trazer uma etiqueta com dados sobre eficiência para reduzir o consumo de combustível, aderência em piso molhado e nível de ruído.
As fabricantes estão investindo pesado e, com isso, quem ganha é o consumidor, que terá à disposição produtos cada vez melhores – ao menos por ora, não há indícios de que as novas tecnologias vão causar alta nos preços.
Uma das apostas do setor são os microcompostos, que podem ser uma solução viável para equalizar características tão antagônicas. “Os pneus usados na Fórmula 1, por exemplo, tem baixa durabilidade, mas alta aderência”, explica o engenheiro de campo da Michelin, Flávio Santana.
A utilização de polímeros multifuncionais (moléculas formadas pela repetição de pequenas unidades químicas), representa um grande avanço. De acordo com o gerente de marketing da Goodyear, Vinícius Rezende, esse processo teve início há menos de 15 anos. Até então, as melhorias nos produtos ficavam limitadas ao redesenho da banda de rodagem e alterações nas misturas das matérias primas (leia mais no quadro à direita).
Entre as novidades, a Goodyear acaba de lançar no País o EfficientGrip. Segundo informações da empresa, esse pneu é 14% mais eficiente em frenagens em pisos molhados que o modelo anterior. Seu concorrente direto é o Michelin Primacy 3, que também tem nota “A” no quesito arrasto.
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