Finados: duráveis e à prova de dengue, flores artificiais fazem sucesso em São José dos Campos

Mais duráveis, baratas e praticamente à prova de dengue, as flores artificiais fizeram sucesso entre as pessoas que visitaram os cemitérios de São José dos Campos nesse domingo (2) de Finados.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Mais duráveis, baratas e praticamente à prova de dengue, as flores artificiais fizeram sucesso entre as pessoas que visitaram os cemitérios de São José dos Campos nesse domingo (2) de Finados.

“As flores artesanais não acumulam tanta água quanto as naturais e duram muito mais. O crisântemo, que é a flor símbolo do Finados, dura em média quatro dias sem água e sob o sol. Além disso, a artificial tem o preço semelhante e rende mais”, compara Celso Nunes, que comercializa flores artificiais há 15 anos no cemitério Maria Peregrina, no Santana, região norte da cidade.

A aposentada Clélia Gonçalves, de 75 anos, concorda com o comerciante e, diferente dos outros anos, preferiu as artificiais em 2014. “Primeiro tem essa questão da dengue que não estamos podendo facilitar. Depois, pelo mesmo valor de uma crisântemo natural, que dá para um túmulo, eu compro duas artificiais”, conta.

A artesã Terezinha Machado inventou o Vaso Ecológico para estrear como vendedora de flores na data. “Vivo do artesanato há cinco anos e resolvi criar esse produto que ajuda o meio ambiente e ainda diminui o risco de dengue. É um vaso feito de garrafa pet, todo enfeitado com flores artesanais e areia colorida”.

Segundo Terezinha, o diferencial de seu produto para demais também com flores artesanais está exatamente no vaso de garrafas pet com furos. Nos outros, os vasos são de plástico recheados com gesso e sem furos.

Também pensando no combate à dengue, o Centro de Controle de Zoonozes de São José fez, durante todo fim de semana, plantão em todos os cemitérios da cidade para orientar os visitantes sobre os riscos da proliferação do Aedes aegypti. De acordo com o CCZ, os cemitérios são pontos considerados críticos, principalmente, por causa dos vasos deixados nos túmulos e que podem acumular água.

Uma das recomendações do CCZ é “observar se o vaso ou pote não servirá de reservatório de água e, consequentemente, se transformar em possível criadouro”.

Crisântemo 
Em São José dos Campos, existem quatro cemitérios públicos -Padre Rodolfo (Centro), Maria Peregrina (região norte), Colônia Paraíso (região sul) e Eugênio de Melo (no distrito de Eugênio de Melo)- e dois particulares, Horto São Dimas (região leste) e Parque das Flores (região sul).

O Meon visitou dois cemitérios públicos e um particular para saber qual e quanto custa a flor mais vendida. Segundo os vendedores, o crisântemo é a flor mais procurada e o preço variava de R$ 5 a R$ 12, dependendo do tamanho da flor e do tipo de vaso, que pode ser de plástico ou cerâmica.

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